"Minhas mãos dentro do feixe de luz tornam-se translúcidas e revelam o tom encarnado da carne oculta por baixo da pele. Um tom semelhante a uma vibração, talvez um calor. Minhas mãos recolhem a luz que desce pela janela sem queimar coisa alguma. Deixo a mesa do jeito que está, iluminada pelo sol e cheia das marcas do meu desjejum."

Uma sutileza na exploração linguística! Isso cobra do leitor inteligência, sensibilidade e bom gosto literário. E não é exatamente isso o que a boa literatura deve fazer?
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