(Poema de Matheus Arcaro)
Um animal peçonhento
fez um ninho
no meu peito.
Nasceu de uma mulher
e se alimenta
dos farelos da minha esperança.
O bicho mastiga minha alma
e cada mordida é como se
um punho se abrisse
dentro da garganta,
unhas compridas.
O animal inquilino
está dormindo agora.
De barriga cheia
ele me deixa escrever.

Meu querido poeta! Que poema estranho! "Animal peçonhento (...) Nasceu de uma mulher"?! Preconceito? Amor infeliz? Traição? Ou é apenas uma metáfora forte, mostrando que só a dor produz boa literatura? Como disse Gide: Não há obra de arte sem a colaboração do demônio... Ely Vieitez Lisboa
ResponderExcluirEle trava na garganta a esperança das tentativas
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