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sábado, 14 de abril de 2012

A INVENÇÃO DE MOREL (26)

AGORA MUITAS DÚVIDAS

Pág. 100 - "No salão de jantar, uma noite, outra noite, no hall, as pernas se tocam. Se admito a malícia, por que desprezo a distração, o acaso?
Repito: não há prova definitiva de que Faustine sinta amor por Morel. Talvez a origem das suspeitas esteja no meu egoísmo. Amo Faustine."
(...)
"Resta a hipótese da morte de Morel."
"Outra explicação seria a de que não tivessem acreditado nele, de que Morel estivesse louco ou - minha primeira ideia - de que todos estivessem loucos, que aquela ilha fosse um hospício.

Pág. 101 - "Mas preciso me convencer: não necessito fugir. Viver com as imagens é uma felicidade. Se os perseguidores chegarem até aqui, acabarão se esquecendo de mim, ante o prodígio desta gente inacessível. Ficarei."
(...)
"... eu não tenho próxima vez, cada momento é único, distinto, e muitos se perdem nos descuidos."
Pág. 102 - "Podemos pensar que a nossa vida é como uma semana destas imagens e que volta a repetir-se em mundos contíguos."

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