O PRÓXIMO ROMANCE Posted: 17 Jun 2012 03:50 PM PDT Meu
próximo romance, O casarão da rua do Rosário, sairá pela Bertrand Brasil, em
agosto, na Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O fato foi noticiado
pela Folha de São Paulo, caderno Ribeirão, hoje (17/06/2012), conforme matéria
abaixo. Menalton Braff fecha com nova editora Autor volta a trabalhar com a
Bertrand Brasil, que vai lançar "O Casarão da Rua do Rosário" em
agosto na Bienal de SP Contista explora na obra seu habitual flerte com a
poesia; para ele, só assim a prosa literária sobrevive frente a outras mídias
LUÍS EBLAK EDITOR DA “FOLHA RIBEIRÃO” O escritor Menalton Braff assinou
contrato anteontem com a Bertrand Brasil, editora do grupo Record que vai
lançar o próximo livro do autor, "O Casarão da Rua do Rosário", já em
agosto. Gaúcho de Taquara, mas morador de Serrana desde a década de 80,
Menalton deixou a editora Global, por onde publicou seu último livro,
"Tapete de Silêncio".
"O Casarão da Rua do Rosário" é seu segundo
romance que tem como pano de fundo a ditadura militar brasileira (1964-85). O
primeiro, "Na Teia do Sol", é de 2004. Perseguido pelo regime
militar, Menalton disse, porém, que a obra a ser lançada na Bienal do Livro de
São Paulo apresenta essa temática de forma secundária. No romance de 2004, a
ditadura era a temática principal. Segundo ele, o livro é uma alegoria do
Brasil, em que "o velho e o novo lutam ferozmente". "São cerca
de 40 anos de história [1950-2000], mas não de História. É tudo ficção, e quem
não quiser ver o casarão como alegoria do Brasil não precisa ver", disse,
em entrevista por e-mail. FLERTE COM A POESIA Apesar da temática atual -o país
discute esse passado recente com a Comissão da Verdade-, o também contista
afirma que o novo livro, como os demais, é uma obra de literatura. Por isso,
diz, sua proposta é a linguagem literária, não o enredo. Recentemente, em
palestra na Feira Nacional do Livro de Ribeirão, o autor fez um declaração
polêmica. "Daqui a 50 anos, o eixo vai sair do enredo e vai prevalecer a
linguagem. Ou a literatura [a prosa narrativa] se aproxima da poesia, ou ela
morre", afirmou sobre o futuro das letras no mundo. Segundo o contista, só
contar histórias não será suficiente, pois o público não irá valorizar a
literatura assim. "A TV já faz isso, o cinema faz. É muito mais fácil você
ver um filme do que ler um livro", completou. Finalista de vários prêmios,
como o São Paulo de Literatura e o Portugal Telecom, Menalton ganhou o prêmio
Jabuti em 2000 com "À Sombra do Cipreste", obra que o tornou conhecido
nacionalmente. A Folha tentou, mas não conseguiu falar com o grupo Record na
última sexta-feira.

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