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terça-feira, 8 de abril de 2014

ESTAMOS CHEGANDO AO FIM DA HISTÓRIA

Ricardo já descobriu quem enviou o bilhete ameaçador. Mas o autor do bilhete tentou jogá-lo contra Marina.

A partir de hoje, vamos escrever o capítulo final do livro. Como a Semana Santa já está chegando, daremos um prazo maior e a entrega ficará para o dia 5 de maio, uma segunda-feira.

Se você tem até 18 anos, participe!  Basta enviar seu capítulo junto com dados de contato (endereço e telefone) e uma cópia (frente e verso) da carteira de identidade.

Todos que enviarem capítulos terão seus nomes no E-book coletivo que será publicado pela Editora Cintra, mesmo que seus textos não tenham sido escolhidos.

Aos que vão participar pela primeira vez, um lembrete: antes de começar a escrever, leiam o regulamento.

REGULAMENTO

A todos, recomendamos a leitura dos capítulos anteriores.

CAPÍTULOS ANTERIORES

Bom trabalho!

A seguir, publicamos o texto escolhido como oitavo capítulo.

Capítulo 8

Ricardo caminhou até a porta da escola. Olhou em volta: vários grupos de meninos e meninas estavam espalhados pelo pátio. Quem seria, então, o garoto do bilhete? Ouviu um assovio: olhou em direção ao som, e viu um garoto moreno encostado em um canto.  Ricardo respirou fundo e caminhou até o garoto.

  
- Oi, Ricardo- disse, colocando as mãos nos bolsos do moletom.

- Quem é você?

- O cara que escreveu o bilhete! Vítor.

- Ah, agora você acha melhor falar o nome, não é? Mas, vamos logo, por que ficou mandando bilhetinhos ao invés de vir falar logo comigo?- Ricardo disse de uma vez.
Vítor ergueu as sobrancelhas.

- Olha, não fica pagando de corajoso porque eu sei que você morreu de medo quando recebeu o primeiro bilhete. Eu vim aqui pra te perguntar o porquê você não se afastou logo da Marina.

- Porque ela é minha amiga, não foi por causa de um bilhete que eu acabei logo de vez com a nossa amizade. Foi muito melhor ela me ajudar a descobrir quem era você, e pronto, aqui estamos nós! É isso que os amigos fazem: se ajudam. Agora, você me fala o porquê de toda essa paranoia com a Marina.

- Eu não sou o vilão: na verdade, a Marina é a vilã. Eu estou mais te ajudando do que te prejudicando, Ricardo.

Ricardo começou a ficar vermelho, sentindo que estava prestes a descobrir algo a mais que não sabia.

- A Marina é uma menina muito... dissimulada. Falsa. Você achou que ela vinha aqui pra me ver junto com você? Não, porque ela sabe que fui eu quem escrevi o bilhete desde o começo. Eu fui na casa dela, falar pra ela parar de te enganar, mas ela foi até o fim com você.

Vítor olhou para os lados, para os pés e depois mexeu no cabelo rapidamente. Ricardo ficou ali, parado, tentando copiar e digerir todas aquelas informações.

- Não. Eu conheço a Marina faz um tempo, eu não vou dar uma de idiota acreditando em você.  Já que você diz tudo isso dela, por que ela mentiu pra mim, fazendo parte do plano todo para descobrir você?

Vítor tossiu e uma sombra de nervosismo passou pelo seu rosto, mas logo retomou a pose.
-Eu não sei! Ela sempre foi assim comigo, e olha que conheço ela há um ano a mais que você.  Ela mentiu pra mim, até me decepcionou muitas e muitas vezes...

- Viu? Você tá mentindo, Vítor, para com isso! Qualquer babaca vê na sua cara que você quer que eu me afaste da Marina porque...

- Cala a boca!- gritou Vítor. Algumas pessoas do pátio fixaram o olhar nos dois. – Você não sabe de tudo, e eu já te avisei sobre essa garota: fica longe dela ou vai acabar se ferrando sozinho, e eu simplesmente vou dizer que te avisei. Olha pra esses caras: metade deles tem medo de mim, e eu estou te ajudando! De nada, Ricardo. Eu te avisei.

Bateu com o ombro em Ricardo e saiu pisando firme. Quase o garoto foi atrás de Vítor para lhe revidar a batida forte no ombro, mas parou, pois viu uma garota andando em direção a ele: Marina.
  

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