A partir de hoje, vamos escrever o capítulo final do livro. Como a Semana Santa já está chegando, daremos um prazo maior e a entrega ficará para o dia 5 de maio, uma segunda-feira.
Se você tem até 18 anos, participe! Basta enviar seu capítulo junto com dados de contato (endereço e telefone) e uma cópia (frente e verso) da carteira de identidade.
Todos que enviarem capítulos terão seus nomes no E-book coletivo que será publicado pela Editora Cintra, mesmo que seus textos não tenham sido escolhidos.
Aos que vão participar pela primeira vez, um lembrete: antes de começar a escrever, leiam o regulamento.
REGULAMENTO
A todos, recomendamos a leitura dos capítulos anteriores.
CAPÍTULOS ANTERIORES
Bom trabalho!
A seguir, publicamos o texto escolhido como oitavo capítulo.
Capítulo 8
Ricardo caminhou até a porta da escola. Olhou em volta:
vários grupos de meninos e meninas estavam espalhados pelo pátio. Quem seria,
então, o garoto do bilhete? Ouviu um assovio: olhou em direção ao som, e viu um
garoto moreno encostado em um canto.
Ricardo respirou fundo e caminhou até o garoto.
- Oi, Ricardo- disse, colocando as mãos nos bolsos do
moletom.
- Quem é você?
- O cara que escreveu o bilhete! Vítor.
- Ah, agora você acha melhor falar o nome, não é? Mas, vamos
logo, por que ficou mandando bilhetinhos ao invés de vir falar logo comigo?-
Ricardo disse de uma vez.
Vítor ergueu as sobrancelhas.
- Olha, não fica pagando de corajoso porque eu sei que você
morreu de medo quando recebeu o primeiro bilhete. Eu vim aqui pra te perguntar
o porquê você não se afastou logo da Marina.
- Porque ela é minha amiga, não foi por causa de um bilhete
que eu acabei logo de vez com a nossa amizade. Foi muito melhor ela me ajudar a
descobrir quem era você, e pronto, aqui estamos nós! É isso que os amigos
fazem: se ajudam. Agora, você me fala o porquê de toda essa paranoia com a
Marina.
- Eu não sou o vilão: na verdade, a Marina é a vilã. Eu
estou mais te ajudando do que te prejudicando, Ricardo.
Ricardo começou a ficar vermelho, sentindo que estava
prestes a descobrir algo a mais que não sabia.
- A Marina é uma menina muito... dissimulada. Falsa. Você
achou que ela vinha aqui pra me ver junto com você? Não, porque ela sabe que
fui eu quem escrevi o bilhete desde o começo. Eu fui na casa dela, falar pra
ela parar de te enganar, mas ela foi até o fim com você.
Vítor olhou para os lados, para os pés e depois mexeu no
cabelo rapidamente. Ricardo ficou ali, parado, tentando copiar e digerir todas
aquelas informações.
- Não. Eu conheço a Marina faz um tempo, eu não vou dar uma
de idiota acreditando em você. Já que
você diz tudo isso dela, por que ela mentiu pra mim, fazendo parte do plano
todo para descobrir você?
Vítor tossiu e uma sombra de nervosismo passou pelo seu
rosto, mas logo retomou a pose.
-Eu não sei! Ela sempre foi assim comigo, e olha que conheço
ela há um ano a mais que você. Ela
mentiu pra mim, até me decepcionou muitas e muitas vezes...
- Viu? Você tá mentindo, Vítor, para com isso! Qualquer
babaca vê na sua cara que você quer que eu me afaste da Marina porque...
- Cala a boca!- gritou Vítor. Algumas pessoas do pátio
fixaram o olhar nos dois. – Você não sabe de tudo, e eu já te avisei sobre essa
garota: fica longe dela ou vai acabar se ferrando sozinho, e eu simplesmente
vou dizer que te avisei. Olha pra esses caras: metade deles tem medo de mim, e
eu estou te ajudando! De nada, Ricardo. Eu te avisei.
Bateu com o ombro em Ricardo e saiu pisando firme. Quase o
garoto foi atrás de Vítor para lhe revidar a batida forte no ombro, mas parou,
pois viu uma garota andando em direção a ele: Marina.

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