O poema abaixo é do meu amigo Fernando Fiorese, de Juiz de Fora-MG, e está em seu livro Corpo Portátil.
Fidélis, morador das margens
Rio é coisa
de colocar no quintal.
Com jeito
para não entornar.
(Em redoma desanda,
como bolo ou filho.)
Pé de fruta se presta,
juntando as couves
e a criação,
para ancorar a sombra.
Casa só medra no úmido.
Cresce
ao derredor da cristaleira.
Os cômodos demoram
para habituar:
O jardim nem tanto.
Sabe arruar com os pássaros.
Os joelhos vigiam
quando chega visita.
Escondem as meninas
e a lei no labirinto.

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