O poema abaixo é do escritor Edmar Monteiro.
CRONOFOBIA
Temo as horas
o pêndulo ponteiro
métrica estranha
à pauta do planeta
Temo o ácido oculto
cavoucando a pedra
o sol que sucede a sombra
o nunca mais
Temo o gene
que tece a sorte
secreta a velhice
traça e decreta
a sentença
O ontem
descontrolado
despenca

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