Título: in feito
Autor: João Bosco Bezerra Bonfim
Gênero: Poesia
Editora: Secretaria de Cultura DF
Posfácio:
"Cearense, seu verso está embebido das raízes mais profundas e ricas da boa tradição cultural nordestina. E lá dentro do armário de seus poemas a gente se depara com trempes, esporas, aboios, carros de bois, rezas brabas, baiões, romeiros, cavaleiros andantes, bois voadores e donzelas presas em castelos de sonhos - objetos e figuras que o tempo se encarregou de fixar para sempre em sua memória."
Paulo José Cunha
Título: Passagens terrâneas e subterrâneas
Autor: João Bosco Bezerra Bonfim
Gênero: Poesia
Editora: LGE
Página 23:
Convívio
de vontade própria
já não habito
entre fantasmas
saudosos lembrosos
em farelos amarelos
e gotas arco-íris-bílis
que quero? que querem?
é mais de comoção
que de medo
que choro
que choro
que choro
e é mais de cansaço
que de querer
que fico
Título: Chronica de D. Maria Quitéria dos Inhamuns
Autor: João Bosco Bezerra Bonfim
Gênero: Cordel
Editora: LGE
Reencontrei o João Bosco em Brasília recentemente. Então as descobertos: formação em Linguística, doutorado com pesquisas sobre literatura de cordel. Não é preciso dizer que conhece a poesia popular nordestina como poucos. Então mais descoberta: ele mesmo um cordelista praticante com diversos livros publicados com sua literatura de cordel. Esta Chronica é um poema narrativo, como no exemplo abaixo;
Morrera de matada morte
Mas ela, de pronto, o vingou
O negro ciumento o matara
Mas a mesma pena pegou
Pois Quitéria, mulher valente
Com a faca o despachou.



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