DESTINO*
(Raquel Naveira)
Qual será o meu destino?
lutas me oprimem,
O arco se retesa contra mim
Para trucidar-me nas mãos de um assassino.
Qual será o meu destino?
Caí,
Fiquei prostrado,
Cego de areia
Como um beduíno.
Qual será o meu destino?
Exaspero-me,
Ouço intrigas,
Invade-me um furor leonino.
Preciso confiar,
Esperar
Naquele que atuará
Sobre meu destino,
Naquele que fará surgir minha justiça
como um sol cristalino.
*Poema publicado no livro Sabgue Português, lançado pela Arte e Ciência Editora.

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