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segunda-feira, 7 de maio de 2012

O Velho e o Mar (1)

Iniciam-se hoje as postagens de O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway.
O autor, conhecido por suas preferências esportivas, como a caça e as touradas, não foge, em sua literatura, à temática da força humana acima do comum. Não é outro o assunto deste romance: a superação.

Pág. 9 - "O velho chamava-se Santiago. Dia após dias, tripulando sua pequena canoa, ia pescar no Gulf Stream. Mas nos últimos oitenta e quatro dias não apanhara um só peixe."


Trata-se, como se vê, de um início de tipo bem tradicional. A apresentação da personagem principal em um sumário do passado que justifique a história que se vai iniciar.
(...)
Pág. 10 - "O velho pescador era magro e seco e tinha a parte posterior do pescoço vincada de profundas rugas. As manchas escuras que os raios do sol produzem sempre nos mares tropicais, enchiam-lhe o rosto, estendendo-se ao longo dos braços, e suas mãos estavam cobertas de cicatrizes fundas..."
(...)
"Tudo o que nele existia era velho, com exceção dos olhos que eram da cor do mar, alegres e indomáveis.
- Santiago, disse-lhe o rapaz quando desciam do banco de areia para onde a canoa fora puxada, eu gostaria de tornar a sair com você. Tenho ganho algum dinheiro.
O velho ensinara o rapaz a pescar e por isso ele o adorava.
- Não, respondeu o velho. Você está num barco de sorte. Fique com eles."

E o diálogo segue numa cena que se pode chamar de dramática.

Pág. 11 - "Sentaram-se na Esplanada e alguns pescadores começaram a fazer troça do velh9o, mas este não se zangou. Outros, os de mais idade, olharam para ele e sentiram-se tristes."

Na Esplanada, enquanto tomam uma cerveja, segue o diálogo, versando sobre baseball, iscas, o passado quando pescavam juntos.

Pág. 13 - "- Deixe-me ir arranjar isca fresca.
- Uma só, disse o velho. as suas esperanças e confiança nunca o tinham abandonado, mas agora estavam arrefecendo como a brisa quando se levanto no ar.
- Duas, contraveio o rapaz.
- Duas, concordou o velho. Não vai roubá-las, não é?
- Roubaria se fosse preciso, respondeu o rapaz. Mas não ´preciso.
- Obrigado, disse o velho pescador. Era demasiado simples para compreender quando alcançara a humildade. Mas sabia que a alcançara e sabia que não era nenhuma vergonha nem representava nenhuma perda do verdadeiro orgulho."
(...)
P-ag. 14 "- É que sou um velho muito estranho.
- Mas sente-se suficientemente forte para segurar um peixe dos grandes?
- Penso que sim. E conheço as manhas de todos eles.
- Temos de levar as coisas para casa, lembrou o rapaz. Para eu ter tempo de ir deitar a rede a apanhar as sardinhas."

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