
O poema que segue é do Matheus Arcaro.
Silêncio
Não fere aos amantes
as frestas
entre as frases.
À língua em repouso
deita o desejo
que se dilata
até tocar o incontestável.
A ausência das palavras
é o palco dos olhos,
dos hálitos,
dos hábitos despidos.
Peles, pelos e peitos
postos em embaraço,
entrelaçados,
bêbados de presente.
Um espetáculo
em que as proposições
são expectadoras.
E aplaudem atônitas
a eloquência dos corpos.
Beleza! Sensualidade sutil,intensa! Muito lindo!
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