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sexta-feira, 11 de julho de 2014

UM CONTO PARA SEU FIM DE SEMANA

*O conto a seguir integra a coletânea "A coleira no pescoço", publicada pela Bertrand Brasil
A cerca
 Joaquim Boaventura, ou simplesmente Boaventura, como julgava chamar-se, era um funcionário de grande dignidade na visão dos vizinhos. Era respeitado como as coisas que sempre existiram e cuja origem é um mistério. Quando começaram a surgir as casas nos arredores da cerca, Boaventura já estava lá do lado de dentro, sentado em seu banquinho de três pernas, muito sério, tomando conta do terreno sem nunca se distrair. Sentado à sombra, no verão; sentado ao sol, nos dias frios do inverno.
Um dia o homem do terreno, como seria sempre lembrado pelo funcionário, tocou a campainha de sua casa e ele veio atender fechando a braguilha e apertando a cinta porque estava cochilando na sala. Era um fim de tarde e Boaventura estava descansando de tanto procurar emprego pela cidade. O homem perguntou Você quer um emprego?, e ele sorriu pesado, pensando que fosse uma brincadeira, pois tinha passado o dia oferecendo-se para trabalhar e não era razoável esperar que o emprego viesse até ele assim tão facilmente.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

UM CONTO PARA SEU FIM DE SEMANA

O conto abaixo está na coletânea A coleira no pescoço, editado pela Bertrand Brasil em 2006.

A cerca

Joaquim Boaventura, ou simplesmente Boaventura, como julgava chamar-se, era um funcionário de grande dignidade na visão dos vizinhos. Era respeitado como as coisas que sempre existiram e cuja origem é um mistério. Quando começaram a surgir as casas nos arredores da cerca, Boaventura já estava lá do lado de dentro, sentado em seu banquinho de três pernas, muito sério, tomando conta do terreno sem nunca se distrair. Sentado à sombra, no verão; sentado ao sol, nos dias frios do inverno.

sexta-feira, 29 de março de 2013

UM CONTO PARA SEU FIM DE SEMANA

O conto que segue está na coletânea A coleira no pescoço, editado em 2006 pela Editora Bertrand Brasil.

A cerca

Joaquim Boaventura, ou simplesmente Boaventura, como julgava chamar-se, era um funcionário de grande dignidade na visão dos vizinhos. Era respeitado como as coisas que sempre existiram e cuja origem é um mistério. Quando começaram a surgir as casas nos arredores da cerca, Boaventura já estava lá do lado de dentro, sentado em seu banquinho de três pernas, muito sério, tomando conta do terreno sem nunca se distrair. Sentado à sombra, no verão; sentado ao sol, nos dias frios do inverno.