sábado, 22 de setembro de 2018

PARA VOCÊ ASSISTIR NO FIM DE SEMANA

Para quem ainda não viu e para quem gostaria assistir novamente, a adaptação do conto  O relógio de pêndulo, de Menalton Braff, feita pela TV Cultura.


            

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

CONTOS CORRENTES

Este conto integra a coletânea Antologia Solidária Barretos.

Vida: amores, encontros e desencontros

(Roseli Tineli)

Desencontros


Ana tinha os cabelos longos e escuros como os seus olhos. A primeira vez que a vi foi na casa de um conhecido. A camiseta dela logo me chamou atenção, tinha uma referência da minha banda favorita, e que achei ninguém que gostasse. Ela tocava baixo na banda dos meus amigos e de lá fomos para onde eles se apresentariam naquela noite.

Era mais maravilhosa do que eu pensava. Em menos de uma noite, conseguiu me conquistar mais do que qualquer outra pessoa já tenha. Perguntou se eu gostaria que me apresentasse a cidade da sua maneira, de um jeito que eu não conhecia. Respondi que sim. Então, ela me puxou e saímos para a rua. Fomos para o seu bar predileto, depois ela tentou me ensinar a cantar no karaokê do centro; claro que só passei vergonha. Ainda conseguimos passar em uma balada. Quando amanheceu, decidimos tomar café na padaria da rua dela.

Aliás, descobri que a rua em questão cruzava com a minha. Como eu não conheci aquela menina antes? Comentou comigo o quanto amava aquele endereço e que seria difícil achar um tão bem localizado novamente. Eu fiquei meio sem entender até ela contar que estava de partida para a França na próxima manhã. Não teve como disfarçar a minha cara de surpresa. Mais uma vez, eu te pergunto: Como eu não a conheci antes?

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

CANTIGAS DE AMIGOS

ABRACADABRA

Nem tão esotérico assim
            (Cássio Vasconcelos)

"Abracadabra!
Não se vai nem por mágica
Essa cabala a bala
Cabra com cabra
Fuça com fuça
O mata que mata
E a roleta girando russa
Abracadabra!
Não se vai nem na marra
Essa maracutaia lassa
Traça com traça
Truta com truta
Farra com prata
E a joia brilhando espúria
Abracadabra!
Não se vai nem por graça
Essa fissura macabra
O traga que traga
Suga que suga
Draga que draga
E a pedra rolando bruta

terça-feira, 18 de setembro de 2018

PALESTRA E LANÇAMENTO NA FEIRA DO LIVO DE GUAÍRA

Ontem à noite o livro Noite Adentro teve mais uma noite de autógrafos. Desta vez em Guaíra, interior de São Paulo, no primeiro dia da  4ª Feira do Livro, que se estende até a próxima quinta.

Antes do lançamento, Menalton falou aos participantes da feira sobre "A Literatura e seus efeitos para o leitor".

À tarde, o escritor teve um encontro com a garotada.










                                           



segunda-feira, 17 de setembro de 2018

CARTAS DO INTERIOR

Esta coluna reúne crônicas inéditas de Menalton Braff

Ainda uma vez: maniqueísmo


O maniqueísmo começa como doutrina religiosa na Pérsia, séc. III da era cristã, e foi fundado por Maniqueu, também conhecido como Mani ou Manes. A doutrina baseava-se na convicção de que o Universo fora formado por princípios antagônicos e irredutíveis. Deus x Diabo, bem x mal, luz x trevas, espírito x matéria etc. De corrente religiosa, que dura mais de oito séculos, o maniqueísmo acaba impregnando a visão de mundo de grande parte da população.

No séc. XIX, sobretudo, o pensamento dominante ocidental era maniqueísta. O mundo está dividido em seus extremos. O herói romântico está do lado da luz, só pratica o bem, despreza a matéria. O antagonista, seu opositor, não tem o menor traço de bondade. Vilão é vilão. Vocês estão lembrados dos faroestes? Mocinho nunca tem um pensamento mau, pois ele é mocinho.

Depois de umas tantas descobertas, começamos a relativizar verdades até então intocáveis, e começou-se a entender o homem moderno, aquele em quem convivem mal e bem, luz e sombras.