Os melhores escritores brasileiros com mais de 40 anos
Mas, antes que alguém pergunte, é preciso deixar claro que nada tenho contra nenhuma das antologias. Muito pelo contrário: há, nas duas, autores que admiro bastante – alguns, na verdade, não pela literatura que fazem, mas pela carreira, pela história, pela postura que têm.
A ideia de fazer este texto veio primeiro como uma brincadeira. Algo meio “ah, vou fazer uma piadinha com essas polêmicas bobas”. Mas depois pensei: ué, não por que não levar a coisa um pouco a sério e fazer mesmo a MINHA lista?
A ênfase no “minha” é, claro, porque é uma lista pessoal, baseada em minhas leituras – e, em alguns casos, em leituras e indicações de amigos MEUS. Ou seja: é uma lista baseada em quem eu sou e no que vivi/li até aqui.
Ah, outra observação importante: como tanto “Granta” quanto “Geração Subzero” se concentraram em prosadores, seguirei o mesmo critério. Daqui a algum tempo, porém, penso em escrever algo envolvendo poesia aqui.
O perfil do “listante”, caso algum exigente acadêmico se pergunte, é de um homem de 29 anos escritor resenhista editor (da revista virtual de contos Outros Ares) e vendedor de livros residente em uma cidade do interior da Bahia que lê literatura a sério há cerca de 10 anos e que antes disso sempre leu muito mas mais revistas informativas e quadrinhos do que livros de ficção. A falta de pontuação foi, sim, proposital.
Dito isso, vamos lá. Aí vão alguns nomes de autores, com indicações de algumas obras e pequenos comentários justificando a presença de cada um deles na lista. A lista não tem uma ordem específica: fui listando os nomes à medida que eles apareciam em minha mente. E o tamanho dos textos nada tem a ver com a minha preferência por este ou aquele autor. Exemplo: gosto demais do primeiro autor listado, especialmente do livro dele que cito, mas escrevi pouco sobre ambos. Talvez inconscientemente, para que não fique parecendo puxação de saco.
Menalton Braff – “A coleira no pescoço”; esse livro, de contos, contém algumas pequenas obras-primas. E não há, nele, nenhum conto ruim. Não por acaso, foi finalista do prêmio Jabuti em 2007.
