Acesse a publicação original
Desde que o esporte deixou de ser uma questão de saúde,
qualidade de vida, para tornar-se uma questão econômica com altíssimos
faturamentos, temos assistido a cenas lamentáveis, para não dizer grotescas.
Desde que o esporte deixou de ser uma questão de saúde,
qualidade de vida, para tornar-se uma questão econômica com altíssimos
faturamentos, temos assistido a cenas lamentáveis, para não dizer grotescas.
A pressão que a mídia exerce sobre os atletas exigindo-lhes
resultados é simplesmente monstruosa. E pior. Os órgãos da imprensa conseguem
contaminar o público em geral com seu vírus. As pessoas acabam acreditando que
um atleta tem o dever da vitória, numa transferência ridícula dos êxitos
alheios para suprir as frustrações próprias.
Ora, um atleta tem o dever de fazer o melhor que humanamente
conseguir. Sem o que muitas vezes ocorre, com a agressão e a violência ao
corpo, como se esse fosse apenas uma máquina que se repõe com facilidade.
É lastimável o nível da maioria dos jornalistas postos a
campo a fim de realizar o desiderato dos investidores e exploradores do
esporte. São geralmente ingênuos, sem a menor noção do papel que desempenham,
mas que desempenham muitas vezes burlescamente. Acredito até que alguns
conheçam a modalidade que se botam a comentar. As emissoras e os jornais,
altamente patrocinados, contratam alguns especialistas que deverão impressionar
o respeitável público. Os demais, que se pode chamar de generalistas, esses são
dignos de pena.