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domingo, 26 de março de 2017

ESPIANDO POR DENTRO

Esta coluna reúne análises de obras literárias escritas por Menalron Braff e publicadas originalmente em seu site. 

Título: Fogo Morto
Autor: José Lins do Rego.

A obra

Fogo morto é romance regionalista, inserindo-se entre as obras do ciclo da cana de açúcar de JLR. Escrito em terceira pessoa, cede grande espaço para o discurso direto e o diálogo entre personagens.

• Estruturado em três partes:
"O Mestre José Amaro",
"O Engenho de seu Lula",
"O Capitão Vitorino".

• Em cada uma das partes desenvolve-se a história centrada em uma das personagens referidas no título.

• Tematicamente, a primeira parte coloca os problemas atuais, contemporâneos, comparecendo todas as personagens, mas tendo o Mestre Amaro como centro. Na segunda parte, o narrador faz um mergulho no passado, de onde recupera o período de formação da cultura canavieira ainda no Brasil

terça-feira, 19 de julho de 2016

ESPIANDO POR DENTRO

Esta coluna  reproduz análises de obras literárias escritas por Menalron Braff e publicadas originalmente em seu site.

O título escolhido para hoje foi Fogo Morto, de José Lins do Rego.

A obra

Fogo morto é romance regionalista, inserindo-se entre as obras do ciclo da cana de açúcar de JLR. Escrito em terceira pessoa, cede grande espaço para o discurso direto e o diálogo entre personagens.

• Estruturado em três partes:
"O Mestre José Amaro",
"O Engenho de seu Lula",
"O Capitão Vitorino".

• Em cada uma das partes desenvolve-se a história centrada em uma das personagens referidas no título.

• Tematicamente, a primeira parte coloca os problemas atuais, contemporâneos, comparecendo todas as personagens, mas tendo o Mestre Amaro como centro. Na segunda parte, o narrador faz um mergulho no passado, de onde recupera o período de formação da cultura canavieira ainda no Brasil

segunda-feira, 19 de março de 2012

MENALTON NO BLOG vamostirarobrasildagaveta

Contadores de histórias

O escritor Menalton Braff descobriu que lia aos cinco anos. O contato com as palavras era grande e o “beabá” fluiu naturalmente no dia em que seu pai ensinava a sua irmã mais velha a ler e ela não conseguia.

Orgulhoso da descoberta, tratou de ler “O Guarani”, de José de Alencar. De tão envolvido com a história, sonhava com Peri e Ceci. Sua paixão pela literatura já havia sido cativada anos antes quando depois do jantar, sua mãe retirava a mesa e seu pai contava histórias. Não saciados, ao deitarem, Menalton e seu irmão brincavam ainda de inventar histórias e contavam um para o outro.

Começou a escrever poesia aos sete anos, mas o despertar do escritor de prosa aconteceu enquanto cursava o Clássico – hoje Ensino Médio – e descobriu a Geração de 30. Apaixonou-se pela linguagem contemporânea de Jorge Amado, Graciliano Ramos, José Lins do Rego e Raquel de Queiroz e pelos personagens de Érico Veríssimo, por terem grande similaridade a uns primos seus. “…cheguei a uma conclusão: se o Érico Veríssimo pode falar dos meus parentes, eu posso muito melhor, porque eu conheço muito melhor meus parentes do que ele. Foi então que eu tomei a decisão, vou ser escritor!”.