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| Popper |
O sistema literário não surge do nada, não é reinventado ao gosto de cada autor/emissor. Ele tem sua memória, e existe diacronicamente, numa espécie de sequência de vários momentos (sua extensão sincrônica) diferentes entre si, mas que mantêm uma linha de invariância a que os autores devem obedecer.
Transcrevo um parágrafo do livro que vimos acompanhando, em sua página 270:
"A homeostase do sistema semiótico literário representa uma condição indispensável da comunicação literária, pois que sem ela, tornar-se-ia radicalmente aleatória a produção literária, desapareceria o fundamento da intersecção parcial dos códigos dos emissores e dos receptores, careceria de sentido o ensino da literatura, etc. Sem homeostase, em rigor, dissolver-se-ia o próprio sistema semiótico literário."
