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quinta-feira, 30 de julho de 2020

"NA TEIA DO SOL" É TEMA DE DISSERTAÇÃO NA UNB

A dissertação é de 2019, mas só descobrimos agora. Sob o título "Regimes de si em “Na teia do sol”, de Menalton Braff", Andressa Estrela Lima faz uma reflexão sobre a literatura brasileira contemporânea que trata da ditadura militar no Brasil, tomando como objeto o livro "Na Teia do Sol".

Para quem não conhece, o romance de Menalton Braff, lançado em edição impressa pela Planeta do Brasil, em 2004, e pela Primavera, em  tem como protagonista um militante político que se disfarça de agricultor, esperando que a repressão diminua para retomar sua vida anterior.

A dissertação foi orientada pelo professor doutor Paulo César Thomaz, e defendida na Universidade de Brasília, na área de concentração "Literatura e práticas soiais", dentro da linha de pesquisa "Representação na literatura brasileira contemporânea".

Postamos, a seguir, um fragmento do capítulo de Introdução:

"Na teia do sol

A obra Na teia do sol, de Menalton Braff, é a elaboração do relato da vivência do militante de esquerda André, codinome Tito, personagem principal, durante o período ditatorial brasileiro, explorando as consequências deste regime no interior do protagonista. Quando ele é forçado a partir para a mobilidade, primeiramente fica em um apartamento de um centro urbano não especificado, e, com a ajuda de Guma, vai para o refúgio na chácara disfarçado de horticultor. Desde então, ele nos conta todas as suas aflições e angústias por ter sido obrigado a abandonar tudo e todos. 

A forma do enredo em primeira pessoa, sem parágrafos, aproxima a narrativa da experiência fragmentária que propõe o autor, uma vez que ele utiliza o fluxo de consciência que articula tanto a continuidade como a descontinuidade na conjuntura romanesca. Formada de personagens como a amiga Solange, a namorada Teresa, o amigo Vilmar, o militante disfarçado de chacareiro Velho, o camarada Guma, o texto se encadeia entre episódios de exposição à morte, à tortura e aos abusos que acometem não só a Tito, como aos demais companheiros. O ápice da narrativa se dá quando a personagem chega ao extremo de sua condição no isolamento, quando perde completamente a comunicação com outras pessoas.

As possibilidades de o protagonista sair da chácara são remotas pelo terror de voltar a ser capturado e torturado. Ele vive todo o tempo do romance cercado pelo medo, pois teme que a qualquer hora possa ser descoberto. A dor da vida interrompida e das atrocidades que viu, soube, vivenciou e silenciou, fazem Tito ficar aprisionado no terreno campestre e dentro de si. Não há desfecho, assim como não há começo específico, pois, a condição do romance é ser fragmentária, assim como o pensamento de quem a relata. Quem dá o tom da narrativa é a violência sentida e descrita por André, que se apresenta tanto no âmbito psicológico como físico.

Em entrevista concedida ao programa de televisão Entrelinhas, ao ser questionado pela relação existente entre a experiência vivida no período ditatorial e a obra Na teia do sol, Braff (2009) afirma que os fatos da obra não se aplicam à sua vida, mas o emocional, como o medo e o ódio da clandestinidade, esteve presente em sua experiência. De acordo com a pesquisadora Eurídice Figueiredo, em A literatura como arquivo da ditadura brasileira (2017), esta condição nos faz refletir sobre a relação autor e obra presente nas literaturas que abordam a ditadura: o fato de ter um fundo biográfico ou autobiográfico não quer dizer que é simples. Para escrever autobiografia, como para escrever um romance, é preciso pensar na arte da composição narrativa e isso só se consegue com artifício, portanto, não se pode imaginar a restituição de “toda a verdade” do acontecimento, porque o acontecimento pertence ao domínio do vivido e a escrita literária pertence ao domínio da linguagem. (FIGUEIREDO, 2017, p. 123, grifo nosso).

O autor, neste caso, parte da matéria biográfica para reelaborá-la ficcionalmente no artifício do romance. A sua metodologia romanesca se faz por meio da fragmentação, da imprecisão do narrador personagem que expõe os fatos como se o pensamento estivesse estampado nas páginas do livro. Como diz o próprio escritor: “Caótico como nossa própria mente” (BRAFF, 2009). Ademais, a configuração não se relaciona ao contar diretamente, mas finge parecer o funcionamento do cérebro, como um mergulho na própria mente de André.

Essa técnica se denomina fluxo de consciência. A personagem central se refugia em seu interior, subvertendo o tempo, ou seja, sendo guiado pela enchente de pensamentos. Também é válido ressaltar que no livro se utiliza um estilo do fluxo de consciência que é o monólogo interior direto, isto é, sem presença do narrador para orquestrar o vivido. A partir da tese elaborada pela professora Natali Fabiana da Costa e Silva (2015), intitulada Os hábitos da memória nos conflitos dos protagonistas de Menalton Braff em Que enchente me carrega? (2000) e Bolero de Ravel (2010), vemos que:

Na esteira desses escritores, Braff descortina ao leitor a crise por que passam seus narradores e, assim, traduz o aspecto conflituoso de suas mentes por meio das obsessivas memórias que lhes assaltam e se imiscuem às reflexões e às ações da enunciação, [...] desvelando, antes de mais nada, mentes atormentadas e, em consequência, o recuo em direção ao eu. (COSTA E SILVA, 2015, p. 15, grifo nosso).

Esse recuo em direção ao eu propicia nos textos mencionados a presença da ruína, da atmosfera decadente, da solidão por meio de pensamentos repetitivos, incertezas e angústias. As camadas da mente estão representadas, dado que há elementos da consciência e inconsciência nas recordações. Além disso, ao considerarmos os aspectos narrativos existentes nas obras de Braff, uma estratégia constante é a assiduidade de memórias cíclicas, pois, a partir de Costa e Silva (2015), percebemos o retorno de determinado pensamento nos romances:

Consideramos que a estruturação dos romances por meio das repetições é dotada de inegável intencionalidade estética, estabelecendo, assim, a maneira singular do narrador braffiano. Este, ao narrar o próprio processo de degradação social e mental, cria, a partir das repetições, a imagem do seu desencaixe no mundo, procedimento que intitulamos de processo de esfacelamento da personagem. (COSTA E SILVA, 2015, p. 9, grifo do autor).

Essa mesma estratégia do narrador, como vimos, se faz presente em Na teia do sol. A narrativa apresenta essa recorrência de pensamento em sua estrutura para demostrar o nível de perturbação no qual o protagonista está inserido, bem como a impossibilidade de formular algo com raciocínio linear devido ao estado de choque em que as personagens são dispostas.

O contexto literário dos anos 2000, com o qual a obra dialoga, engloba narrativas variadas como Dois Irmãos (2000), de Milton Hatoum, Coração aos pulos (2001), de Carlos Herculano Lopes, O pintor de retratos (2001) de Luiz Antonio de Assis Brasil, Arquitetura do Arco-Íris (2004), de Cíntia Moscovich, Cinzas do Norte (2005), de Milton Hatoum, Um defeito de cor (2006), de Ana Maria Gonçalves. Esses romances falam sobre suicídio, ditadura militar, morte, relações familiares distorcidas, conflitos de identidade, mobilidade e escravidão no Brasil. Parte desses assuntos também aparecem na obra de Braff. Porém, a temática da ditadura militar em algumas dessas obras aparece de forma tangencial."

domingo, 1 de março de 2020

FRASE

Em 2020, a coluna FRASE ganhou uma nova perspectiva. Agora, as frases não são mais de autores e sim de personagens da literatura. Para hoje, escolhemos uma de  André, personagem
do romance "Na teia do sol", de Menalton Braff.




quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

NA TEIA DO SOL É TEMA DE MESTRADO NA UnB

O romance "Na teia do sol", lançado pela Planeta do Brasil em 2004, é tema da dissertação de mestrado "REGIMES DE SI EM 'NA TEIA DO SOL' DE MENALTON BRAFF'', defendida no último dia 25 por Andressa Estrela Lima, na Universidade de Brasília (UnB).

A defesa foi realizada no Campus Darcy Ribeiro e a banca contou com a participação dos professores doutores Paulo César Thomaz (TEL/UnB), Ana Clpaudia da Silva  (TEL/UnB) e Natali F. Costa e Silva (UNIFAP).

Breve divulgaremos, aqui no blog, o texto da dissertação. Fiquem ligados! 

sábado, 9 de junho de 2018

AS MEMÓRIAS QUE ASSOMBRAM

O texto a seguir foi postado originalmente no blog do Grupo de Estudos em Lde Literatura Contemporânea e traz um comentário ao livro Na teia do sol, de Menalton Braff. A parte referente ao livro está localizada a partir do quarto parágrafo e foi realçada para facilitar a identificação.

As memórias que assombram
(Andressa Estrela Lima)

O trauma possui um papel relevante na vida do ser humano, porque costuma intervir na vivência de quem é afetado por atos violentos, sejam eles passivos ou ativos, havendo reações diante da perversidade pela qual o indivíduo passou. Com relação a essa temática, temos uma espécie de abalo operado no sujeito atingido, que, consequentemente, costuma ter dificuldades em assimilar, e superar, o ocorrido. Assim, segundo Jaime Ginzburg, em Crítica em tempos de violência: “A definição de trauma, diferentemente, aponta para a precariedade das condições de funcionamento da consciência. 
O impacto violento do trauma se associa ao despreparo do sujeito para elaborar e superar a vivência e, mais ainda, para o conhecimento claro do que foi vivido. Como excesso e ultrapassagem, o trauma é por si mesmo marca dos limites do sujeito em sua própria autoconsciência”.

O trauma quando expresso na obra literária apresenta uma espécie de pausa na vida do sujeito representado, pois ele não consegue esquecer os momentos dolorosos que ficaram cravados em sua memória, como confirma Feliciano Bezerra Filho e Silvana Maria dos Santos em Literatura e política: “Em geral, aqueles que são vítimas da tortura carregam consigo chagas traumáticas profundas. A experiência do trauma é ‘aquela que não pode ser totalmente assimilada enquanto ocorre’”.

A assimilação desse impacto vai ocorrer tardiamente dentro do sujeito, uma vez que o trauma paralisa mentalmente quem o sofre, e é mais comum que o ser afetado relembre com mais facilidade o que aconteceu ao próximo e não a ele diretamente, devido a essa incapacidade causada pela dor. A desordem nos pensamentos é fruto da articulação imprecisa do passado com as memórias do presente, visto que o indivíduo não sabe dizer se certos eventos aconteceram com ele ou com seu próximo, devido as cargas excessivas de dores físicas e psicológicas vivenciadas.

Nesse sentido, o personagem central da trama de Na teia dosol (2004), de Menalton Braff, representa como é viver constantemente imerso nas memórias traumáticas. O enredo trata de um preso político, chamado André, codinome Tito, que se encontra refugiado em um terreno campestre. Ao longo da narrativa, o personagem central explicita ao leitor como e porque ele se encontra praticamente isolado. A maior parte da obra se constitui em formato de monólogo interior, no qual André rememora seu passado em consonância com o seu presente, deixando claras as suas poucas possibilidades de futuro.

O contexto histórico da narrativa se constrói em torno da ditadura militar brasileira, de cujos representantes o protagonista se esconde por ter sido militante e por ter combatido o sistema vigente. O narrador personagem, ao se isolar do mundo, perde o contato com sua família, com sua namorada e com seus companheiros, tendo como companhia apenas um cachorro e raras visitas, a quem chama de Velho e Guma.

terça-feira, 5 de junho de 2018

NA TEIA DO SOL É TEMA DE PALESTRA NA UNB

O livro "Na Teia do Sol", de Menalton Braff, conta a história de um militante político, aparentemente forçado a se esconder, disfarçado de horticultor, esperando que a repressão se enfraqueça para que possa retomar as rédeas de sua existência. 

O livro foi lançado em 2004 pela Planeta do Brasil e em 2016  ganhou uma versão digital da  Primavera Editorial. 

Ontem, em Brasília, o romance de Menalton Braff foi tema da palestra "Na teia do sol: violência e ditadura", ministrada por Andressa Estrela, da Universidade de Brasília/UnB, em uma das mesas-redondas da III Jornada de Crítica Literária da Universidade de Brasília- UnB.


O evento reuniu pesquisadores dedicados à investigação crítica e teórica das relações entre literatura e ditadura; escritoras e escritores que têm tratado da matéria em suas obras; além de estudantes de graduação e pós-graduação que desenvolvem trabalhos em torno do tema.





terça-feira, 20 de março de 2018

NA TEIA DO SOL É TEMA DE ARTIGO ACADÊMICO

Os romances Volto Semana que Vem, de Maria Regina Jacob Pilla, e Na Teia do Sol, de Menalton Braff são analisados em artigo acadêmico pelo mestrando Arthur Aroha Kaminski da Silva, do Programa de Pós Graduação em Letras da Universidade Federal do Paraná - UFPR.

O artigo foi publicado na revista EM TESE, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e reproduzido a seguir.

MEMÓRIAS DA RESISTÊNCIA: DE MARIA PILLA A MENALTON BRAFF

MEMORIES OF THE RESISTANCE: FROM MARIA PILLA TO MENALTON BRAFF

Arthur Aroha Kaminski da Silva*
*aakds@hotmail.com

Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Paraná – UFPR.

RESUMO: este artigo pretende analisar e comparar processos construtivos de representação e memória da resistência contra as ditaduras militares latino-americanas. A abordagem ou recorte escolhido consiste em análises individuais de dois romances de cunho parcialmente autobiográfico: Volto semana que vem (2015), de Maria Regina Jacob Pilla, e Na teia do sol (2004), de Menalton João Braff, e posterior comparação dos processos e tom de escrita dos dois autores – bem como da imagem que cada um constrói ao representar os movimentos de resistência de que faziam parte, além das descrições dos efeitos destes atos de resistência em si mesmos. Ademais, o artigo pretende relacionar essas duas obras com as discussões teóricas sobre o

terça-feira, 3 de outubro de 2017

MOTIVOS

Nesta coluna, Menalton Braff revela aos leitores os caminhos percorridos na criação de cada um de seus livros.

Na teia do sol

A história do André, seu refúgio em uma chácara, pretendia ser a história de qualquer homem perseguido por não estar de acordo com o governo. Minha ideia era universalizar a história dele. Não sei se consegui.

Parti de alguma coisa da minha experiência pessoal, pois também fui obrigado a me refugiar em uma chácara, mas além desse fato e dos sentimentos e emoções que vivi naquele período, pouca coisa mais retirei da minha biografia.

O principal de minha experiência usado na tessitura do André foram os sentimentos: o medo, a raiva, o sentimento de fragilidade ante o colosso do poder, a esperança, que aos poucos vai-se esvaindo.

No que diz respeito aos fatos, algumas cenas foram sugeridas por jornais, como aquela da estudante enterrada na praia com apenas a cabeça acima da terra. E algumas poucas mais, o restante foram invenções, ou lembranças, de minha experiência de vida.

Na teia do sol, o título, foi motivado pela maior parte do tempo na chácara, trabalhando nas horta como um peão, e um Sol enganchado nos postes e fios do centro da cidade na hora em que André é preso. Na chácara ele é preso debaixo do sol como mosca em teia de aranha.

Em 2004 a Editora Planeta publicou o romance.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

MENALTON FALA

Semanas atrás, começamos a postar vídeos em que Menalton Braff nos passa informações sobre cada um de seus 23 livros.

O comentário de hoje é sobre o livro "Na teia do sol", editado pela Planeta em 2004, e lançado em e-book pela Primavera, em 2016 .



Para conhecer a experiência que inspirou "Na teia do sol", acesse os vídeos Sumido no mundo e Menlton Braff: Um nome que precisou esperar, gravado pela Global Editora.

sábado, 8 de outubro de 2016

MEMÓRIAS DE UMA ORELHA


A orelha do livro "Na teia do Sol", de Menalton Braff

Por Haroldo Ceravolo Sereza

Em 2004, Menalton Braff sugeriu ao editor Rogério Alves, da Planeta, que eu poderia escrever a orelha do seu novo romance. Claro que aceitei*.

Menalton foi um dos escritores mais interessantes que li no período em que cobria literatura para o jornal O Estado de S. Paulo. Depois de escrever a orelha, Rogério me confidenciou que eu era a segunda opção (longe de ser um “sincericídio”, essa revelação era um tremendo elogio).

Menalton não apenas escreveu livros muito bons, foi também um dos autores mais simpáticos que entrevistei. E olha que não foi numa situação fácil: na primeira vez que nos falamos, eu tinha acabado de entrar no jornal e não sabia quem ele era. Meu editor no “Caderno 2″, Evaldo Mocarzel, havia almoçado com ele (que ganhara o Grande Prêmio Jabuti de 1999, salvo engano) e pediu que eu o entrevistasse.

Corri pros arquivos, busquei em quinze minutos informações básicas sobre ele e arrumei um mote pra conversa – um questionário que o escritor João Condé aplicava a escritores na revista Cruzeiro, intitulado “Arquivos implacáveis”.

Reproduzi o método de Condé com Menalton, que entrou no jogo, respeitou minha ignorância sobre sua obra. A conversa foi muito bacana. Depois da ótima conversa, fui ler seus livros, que não decepcionaram.

Reencontrei Menalton no mês passado, na Abralic (Associação Brasileira de Literatura Comparada).
Republico abaixo a orelha da obra.

“Menalton Braff não é um escritor ‘da moda’. Seus livros recusam os problemas mais óbvios do nosso tempo, as explicações fáceis, as formas que seus contemporâneos desgastam com a facilidade de quem troca, todo ano, de computador. De recusa em recusa, Braff segue um caminho próprio e criativo.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

SÓ PRA LEMBRAR


Livros de Menalton ganham versões digitais 

Se você prefere ler na tela do que em livros impressos, chegou a hora de conhecer dois importantes tíulos de Menalton Braff: "Na teia do sol" e "Castelos de papel".

Os e-books foram lançados na primeira quinzena deste mês e já estão à venda nas principais lojas digitais.

Castelos de papel Google Play

Para saber mais, acesse as páginas dos livros aqui no Blog do Menalton:

Na teia do sol
Castelos de Papel


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O TEIA NA COLUNA LIVROS EM REVISTA

A versão digital do romance NA TEIA DO SOL, lançado recentemente pela Primavera Editorial, é o primeiro título da coluna LIVROS EM REVISTA, de Ralph Peter, no jornal Empresas e Negócios.

"Menalton BraffPrimaveraE-book – Estudante universitário revolta-se contra o regime militarinstalado no Brasil. Naturalmente é perseguido. Por fim, refugia-se numa chácara, sentindo-se em total e segura liberdade. O tempo alonga-se, mostrando ao protagonista que nada é perfeito. Seu único contato com o “mundo”, além da natural masmorra, é um verdureiro que vez por outra traz-lhe notícias. Solitário, resta-lhe lembranças, algumas nada agradáveis. Enfim, mais uma vez Menalton arrebata seu leitor, jovem ou maduro. Prazer garantido."

O e-book está à venda nos seguintes endereços:



quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

E-BOOKS GANHAM MATÉRIA NA EXAME

Acesse a publicação original

Primavera Editorial publica eBooks de Menalton Braff


Com vinte e dois livros publicados e um prêmio Jabuti na bagagem, Menalton Braff dedica todo seu tempo a atividades literárias. Já foi um dos finalistas da Jornada de Passo Fundo, recebeu Menção Honrosa no 50º Prêmio Casa de las Américas (Havana), edição de 2009, e foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura.

Em seu trabalho mais recente, Menalton publica dois eBooks pela Primavera Editorial: Na teia do Sol (Primavera Editorial, 136 págs., R$7,90), romance que apresenta a ditadura militar no Brasil de um ângulo pouco explorado: o das emoções que assolavam os que participavam da luta, onde o protagonista é um militante político forçado a se esconder e que, disfarçado de horticultor, espera o momento certo para deixar seu esconderijo e reencontrar a família e toda a vida que foi obrigado a largar às pressas, e Castelos de Papel (Primavera Editorial, 120 págs., R$5,90), onde o encontro casual com um homem aparentemente desconhecido, seguido por uma notícia de jornal instauram o pânico no seio de uma família abastada. Há ainda previsão de publicação de mais três títulos inéditos do autor, pela editora, em 2016.

Castelos de Papel
Autor: Menalton Braff
Editora: Primavera Editorial
eISBN: 978-85-5578-000-4
Páginas: 120
Preço: 5,90

Na teia do Sol
Autor: Menalton Braff
Editora: Primavera Editorial
eISBN: 978-85-5578-002-8
Páginas: 136
Preço: 7,90

Sobre o autor

Menalton Braff possui vinte e dois livros publicados ao longo de sua trajetória literária. Tem passagem por diversas editoras como Moderna, FTD e Global Editora. Em 2000 ganhou o prêmio Jabuti de livro do ano pela obra "À Sombra do Cipreste". Além disso, foi finalista do Jabuti e do Prêmio São Paulo de Literatura pelo romance "A muralha de Adriano". Atualmente publica dois eBooks pela Primavera Editorial. Em 2016 lançara outras obras inéditas pela mesma editora.
"Este conteúdo de divulgação comercial é fornecido pela empresa Dino e não é de responsabilidade de EXAME.com"

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

CASTELOS DE PAPEL E TEIA DO SOL NAS LOJAS DIGITAIS

Já estão à venda na internet, as versões digitais dos livros NA TEIA DO SOL e CASTELOS DE PAPEL, editadas pela Primavera Editorial.

Esses dois títulos dão início a uma série de cinco lançamentos que incluem três e-books de obras já editadas em papel e dois livros inéditos que serão lançados em versões impressas.

O terceiro e-book é do livro QUE ENCHENTE ME CARREGA e chegará às lojas nas próximas semanas. 

Os livros inéditos são a coletânea de contos O PESO DA GRAVATA e o romance CENAS DE UM AMOR IMPERFEITO. Todos chegarão ao mercado em 2016.

Para adquirir os dois primeiros títulos, basta clicar nos links abaixo:



Leia, a seguir, as sinopses e o texto da editora sobre Menalton Braff:


CASTELOS DE PAPEL, onde o encontro casual com um homem aparentemente desconhecido, seguido por uma notícia de jornal instauram o pânico no seio de uma família abastada

NA TEIA DO SOL, romance que apresenta a ditadura militar no Brasil de um ângulo pouco explorado: o das emoções que assolavam os que participavam da luta, onde o protagonista é um militante político forçado a se esconder e que, disfarçado de horticultor, espera o momento certo para deixar seu esconderijo e reencontrar a família e toda a vida que foi obrigado a largar às pressas.




Menalton Braff possui vinte e dois livros publicados ao longo de sua trajetória literária. Tem passagem por diversas editoras como Moderna, FTD e Global Editora. Em 2000 ganhou o prêmio Jabuti de livro do ano pela obra “À Sombra do Cipreste”. Além disso, foi finalista do Jabuti e do Prêmio São Paulo de Literatura pelo romance “A muralha de Adriano”. Atualmente publica dois eBooks pela Primavera Editorial. Há ainda previsão de publicação de mais três títulos inéditos do autor, pela editora, em 2016. 



quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

DEGUSTAÇÃO 9 - NA TEIA DO SOL

As emoções de um militante político durante a ditadura militar no Brasil. Este é o tema da obra NA TEIA DO SOL, cujo primeiro capítulo publicamos hoje na série Degustação.

O romance foi editado em 2004, pela Editora Planeta do Brasil.

Para mais informações, acesse a página do livro aqui no BLOG DO MENALTON.

Menalton Braff. Na teia do sol

Capítulo 1

Acordo tarde, atordoado, o sol um pé fincado na parede, bem ali, na frente, e outro, fulgurante, cravado na minha cara, torturador, que de onde conhece ele, seu sacana, de onde, responde! Uma bola de fogo presa na garganta: Quem? Você sabe, seu sacana, de onde, responde! Uma brasa cospe o hematoma no olho esquerdo: Quem? Escondo os olhos, de repente cegos, no côncavo da mão. Não me lembro! Responde! Não me lembro! Viro o corpo e o cotovelo afunda na cama-de-vento. Só isso: não me lembro. Sobe e desce a palavra que me dilacera as entranhas. Não sei: nada mais. O Vilmar entregou o primeiro, o Vilmar, pensando que se livraria. Não parou mais de apanhar até entregar tudo o que sabia. Queriam mais: você sabe mais. Apesar do suor, é um direito meu, este desfrute,  minha recompensa: tanto tempo esquecido o gozo da segurança. Mais um minuto. Me viro para o lado, em fuga: inundação de luz sobre mim, iluminando o cobertor rasgado e sujo. Depois a gente vê se traz coisa melhor. Móveis e utensílios, onde e como, sementes e ferramentas: sua herança. Mão áspera e grossa abraça a minha,

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

MENALTON NO ENTRELINHAS

                   Nesta entrevista ao programa Entrelinhas, da TV Cultura, Menalton conta como se apaixonou pela literatura, o início de sua experiência como escritor, e fala um pouco dos seus primeiros livros. Além disso, lê trechos do romance Na teia do Sol que havia sido lançado pouco antes da realização da entrevista.

                            

domingo, 23 de dezembro de 2012

INFORME-SE E ESCOLHA



Nos últimos dias, publicamos aqui informações sobre os 17 livros de Menalton Braff publicados em nome dele (os outros dois, assinados com o pseudônimo Salvador dos Passos, estão esgotados).

Nossa intenção foi oferecer ao público informações sobre esses livros ( sinopse, comentários, onde encontrar, pesquisa de preço), e sugerir que sejam incluídos nas listas dos presentes do Natal 2012. Não apenas esses, mas todos os bons livros que estão à venda nas livrarias do Brasil, porque acreditamos que LIVRO É O MELHOR PRESENTE.

Para facilitar a consulta dos títulos sugeridos, concentramos os links de todas as postagens a seguir:
















domingo, 2 de dezembro de 2012

NA TEIA DO SOL

INFORMAÇÕES CONTIDAS NESTA POSTAGEM:

  1. Dados do livro
  2. Preço
  3. Onde encontrar
  4. Comentário
  5. Orelha
DADOS DO LIVRO:

Título: Na teia do sol
Editora: Planeta
Ano: 2004

PREÇO: de R$ 29,90 a R$ 35,00

ONDE ENCONTRAR:

Livrarias:
Livraria Cultura 
Livraria da Folha
Livraria da Travessa

Outras lojas:
Americanas.com
Pontofrio.com

domingo, 8 de julho de 2012

SOBRE O AUTOR


Na teia do sol

Na verdade, 20 anos depois do ciclo militar, ainda faltava quem se aventurasse a repisá-lo não para um desabafo pessoal, nem para um exercício de historiador, mas para fazer literatura, grande literatura. Esse novo caminho, o literário, se inaugura, agora, com Na Teia do Sol, um aflitivo romance do gaúcho Menalton Braff.
José Castello – O Estado de São Paulo, 24/10/04