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domingo, 29 de maio de 2016

POEMA INFANTIL

Minha família

Passei a noite contando estrelas
disse hoje cedo minha avó.
E ela não quis fazer poesia,
ela quis dizer que não dormiu.

E  eu perguntei só de curioso:
O que foi então aquele ronco
que essa noite ouvi em seu quarto?
Ela me olhou furiosa e disse:

Não seja malcriado, moleque!

domingo, 22 de maio de 2016

POEMA INFANTIL

O poema abaixo pertence ao livro inédito de poesia infantil  Um menino alado

Cena de jardim

No jardim da minha casa
Vi passar a borboleta
Um desenho em cada asa
Parecendo uma careta.

domingo, 15 de maio de 2016

POEMA INFANTIL

Descobrindo no céu azul
uma nuvenzinha branca
navegando alegre e franca
no sentido norte sul.

De longe decerto vinha,
da casa do nunca mais
nas asas dos vendavais
a garbosa nuvenzinha.

domingo, 1 de maio de 2016

POEMA INFANTIL

Brincando de vida

Tenho muitos parentes
que moram no meu coração
mas quem ocupa o melhor lugar
é meu primo e meu companheiro.

Em todas as aventuras
na sala ou em qualquer canto
lutava sempre a meu lado
contra os monstros da maldade.

domingo, 17 de abril de 2016

POEMA INFANTIL


Meu relógio de verdade



O Papai-Noel me deu

um relógio de verdade,

que agora é todinho meu -

não aceito sociedade.



De manhã, quando levanto,

primeira coisa que eu faço:

olho as horas e me encanto

com meu relógio no braço.

domingo, 20 de março de 2016

POEMA INFANTIL

Minha bola

Minha bola tão novinha
desconhece a vizinhança.
Ela sabe que é só minha
E é pra mim que ela dança.

No quintal ela se esbalda
à tarde, depois da escola.
Com seu riso de esmeralda
Vai e volta, minha bola.

domingo, 13 de março de 2016

POEMA INFANTIL


Minha calça azul 

Hoje cedo eu tomei banho
de chuveiro e me enxuguei.
Não havia nada estranho,
mas eu quase me afoguei.

Quando eu fui vestir a calça
minha curta calça azul,
nem dançando uma valsa
nem virado para o sul

me enfiei lá dentro dela,
tão estreita parecia.
Minha mãe sai da janela
e me diz que é fantasia.

domingo, 6 de março de 2016

POEMA INFANTIL

Voando
                                                                                                      
Lá no Sul se diz pandorga -
nome estranho, esquisito,
como aspargo, expurgo ou sirgo.
De papel, do mais bonito,
navega no céu azul
no silêncio do infinito
e só um barbante a segura
às mãos de um menino aflito.

Onde eu moro se diz pipa
nome certo, verdadeiro,
como apupa o papa à popa.
De papel, voa ligeiro
contra o vento, pelo espaço.
Fica olhando o mundo inteiro
e só um barbante a segura
às mãos de um menino arteiro.

Em São Paulo ela é quadrado
nome comum, mas gostoso,
como entrudo, e entrada adrede.
De papel, do mais vistoso, 
balouça lá nas alturas.
Seu olhar é pressuroso
e só um barbante a segura
às mãos de um menino ansioso.

Alhures é papagaio
nome de um bicho, por certo,
como caio em meio a maio.
De papel, de longe ou perto,
viaja no azul do céu
nadando em seu rumo incerto
e só um barbante a segura
às mãos de um menino esperto.

Seu nome é pandorga ou pipa,
é papagaio ou quadrado.
De papel, linha e varetas
quem solta não fala errado
Outros nomes poderão
brilhar no céu estrelado.
Mas só um barbante a segura
às mãos de um menino alado.


domingo, 7 de fevereiro de 2016

POEMA INFANTIL

Vizinhança


Minha bola tão novinha

desconhece a vizinhança.

Ela sabe que é só minha

E é pra mim que ela dança.



No quintal ela se esbalda

à tarde, depois da escola.

domingo, 31 de janeiro de 2016

POEMA INFANTIL

Festa na floresta

Quando o grilo trila o apito,
é a festa que começa
e o vaga-lume luz seu lume,
sua luz verde piscante,
em cada canto da sala.

A noite quente responde
ao luzir de tantas luzes
piscando, em volta da lua,
sua poeira de ouro.

domingo, 17 de janeiro de 2016

POEMA INFANTIL

Foi a chuva                                                                           
Hoje fiz xixi na cama
Nem sei bem como foi isso
Encharquei o meu pijama
Num terreno alagadiço.

Estúpido o fim do sonho
que eu tive esta madrugada:
um aguaceiro medonho,
a Terra toda alagada.

domingo, 6 de dezembro de 2015

POEMA INFANTIL

Periquito verde
                                                                   

Eu tenho um periquito verde
Que passa os dias gritando
Não sei do que tanto reclama
Se tem casa e comida de graça

Um dia quis ver mais de perto
Meu pequeno periquito verde
E enfiei a mão pra dentro da gaiola
Mas meu braço era muito curto

Ele agitou as asas nervosas
Fugindo sempre de mim
Então eis que de repente
Se enganou e eu o fechei na mão

domingo, 29 de novembro de 2015

POESIA INFANTIL

Sonho ninguém segura

Esta noite tive um sonho
Que é pra lá de misterioso.
Sonhei que andava entre as nuvens
Como um astro luminoso.

Minhas asas tão bonitas
Sumiram, e criei escamas.
Mergulhei no mar profundo
Virei peixe de cem gramas.


domingo, 22 de novembro de 2015

UM POEMA INFANTIL

Cena de jardim

No jardim da minha casa
Vi passar a borboleta
Um desenho em cada asa
Parecendo uma careta.

Era azul a borboleta
E amarela era a flor
Sua tromba era preta
Cada coisa uma cor.


domingo, 8 de novembro de 2015

POEMA INFANTIL

Um pensamento

Primeira vez que eu vi o Duque,
sentadinho em cima da mesa,
pensei que aquilo fosse um truque:
bibelô com pelo e  esperteza.
Hoje o Duque brinca comigo.
Juntos corremos no  quintal.
Acho que é meu melhor amigo.
Companheiro alegre e leal.

domingo, 1 de novembro de 2015

POESIA INFANTIL

Tia Clô

Tia Clô é minha tia
a quem mais quero
Tia Clô
Não é única mas é única
tanto a quero, Tia Clô
            Ela é linda
                              mais que linda
                        toda beleza da flor

Hoje encontrei Tia Clô triste
tão triste de fazer dó
Eu bem vi
Seus olhos estavam molhados
            seu rosto, da Tia Clô
            era triste
                           mais que triste
            toda tristeza da dor

domingo, 18 de outubro de 2015

POEMA INFANTIL

Tarde chuvosa

Justo agora
                 a gola
                 a bola
que eu ia jogar futebol!
Todo mundo me esperando
no campinho, eis senão quando
dó ré mi ré mi fá sol.


Esta chuva
               a luva
               a blusa
encharca sem nenhum dó.
Pique-paque na vidraça
meu dia perdeu a graça
não sei desatar o nó.

domingo, 11 de outubro de 2015

POEMA INFANTIL

Queridas priminhas

Tatiana e Teresa                     
que tontas que são
as grandes proezas
das duas princesas
é televisão.

Manhã bem cedinho
Teresa e Tatiana
saindo do ninho
vão pôr o focinho
na tela que engana.

domingo, 4 de outubro de 2015

POEMA INFANTIL

Meu relógio de verdade


O Papai-Noel me deu
um relógio de verdade,
que agora é todinho meu -
não aceito sociedade.

De manhã, quando levanto,
primeira coisa que eu faço:
olho as horas e me encanto
com meu relógio no braço.

E depois, durante o dia,
fico olhando a toda hora
o mostrador - que alegria -
lugar em que o tempo mora.