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quinta-feira, 27 de junho de 2019

ENTREVISTAS QUE VOCÊ NÃO LEU

Esta coluna reúne entrevistas antigas de Menalton Braff. A escolhida para hoje foi publicada pela Revista Macondo em abril de 2012.

[Retrospectiva] Entrevista com Menalton Braff



Menalton Braff, recentemente, lançou seu novo romance “Tapete de Silêncio” pela Global Editora. No último número da Revista Macondo, entrevistamos o escritor – aproveite para relembrar alguns dos assuntos abrodados na ocasião.

Macondo: Você se sente mais à vontade escrevendo romances ou contos?

Menalton Braff: Sou por índole mais romancista do que contista. Sinto-me melhor nadando no oceano do que numa piscina. Não desgosto do conto, mas é uma experiência de pouca duração. Prefiro o convívio lento, prolongado, com as personagens, a estrutura, e a linguagem.

Macondo: Entre “À Sombra do Cipreste”, que completa, em 2012, treze anos, e “Tapete de Silêncio”, seu último livro recém-escrito, lançado agora pela Global Editora, algo mudou no seu processo de criação e escrita? O quê?

Menalton Braff: Não creio que tenha mudado. O que acontece é uma constante busca e isso implica um olhar mais agudo e mais atento, um trabalho com a linguagem mais intenso, mas o que eu procurava com “À sombra do cipreste” e o que continuo procurando ainda hoje: a minha inflexão, o meu jeito de fazer literatura.

Macondo: Quais seriam as principais diferenças, para você, entre os escritos de Salvador dos Passos, da década de 1980, e os de Menalton Braff?

segunda-feira, 7 de março de 2016

LITERATURA: O QUE É ISSO? (9)

Texto publicado no jornal Celulose Online. Acesse a publicação original.

Literatura: o que é isso? 

Por MENALTON BRAFF – LITERATURA

04/03/2016 – No século XIX, a maior importância de um texto literário em prosa recaía no enredo. Como os fatos se articulavam, como eram resolvidos os conflitos, e os romancistas da época eram extremamente hábeis nessa urdidura. Já em fins desse século, com o início do Realismo, os fatos perdem importância, assumindo a primazia em uma obra a personagem. Em lugar do fato, agora o que mais interessa é como a personagem é construída e como é afetada pelo fato. É o início do que se convencionou chamar de romance psicológico. Está claro que tal tendência deve-se principalmente ao desenvolvimento das ciências da mente. Pode-se dizer, por exemplo, que Freud tem alguma responsabilidade por isso.

No decorrer do século XX, o fulcro da literariedade, entretanto, vai mudando de lugar. E cada vez mais, a linguagem assume o papel principal nessa história. O tipo de discurso, os recursos de retórica

domingo, 31 de janeiro de 2016

POEMA INFANTIL

Festa na floresta

Quando o grilo trila o apito,
é a festa que começa
e o vaga-lume luz seu lume,
sua luz verde piscante,
em cada canto da sala.

A noite quente responde
ao luzir de tantas luzes
piscando, em volta da lua,
sua poeira de ouro.

domingo, 27 de dezembro de 2015

DEGUSTAÇÃO 6 − O FANTASMA DA SEGUNDONA

A postagem de hoje é dedicada aos jovens. Publicamos, a seguir, o primeiro capítulo do romance juvenil O FANTASMA DA SEGUNDONA, editado pela FTD, em 2014.

Para obter mais informações sobre a obra, acesse a página do livro  aqui no BLOG DO MENALTON.

Boa leitura!

O fantasma da segundona. Menalton Braff

1. Enfim, o resultado

Peço a minha mãe que não conte nada a ninguém. Ela faz uma careta de deboche, me baba uma porção de beijos nas bochechas, mas promete. Não pode me tirar o prazer da surpresa. A notícia é minha e vou divulgar para quem e quando eu quiser.

Estava lá, com todas as letras do meu nome. Maurício Andrade da Silveira. É impossível um xará de nome inteiro. Abro a porta e me lembro de que deixei a carteira em cima da cama. Volto correndo e a apanho. Estou com pressa, porque a cambada já deve estar no restaurante. Não conferi todos os nomes, por absoluta falta de tempo. Tenho a impressão, contudo, de que todos da minha turminha passaram. Pelo modo como aceitaram meu convite: dúvida nenhuma. O

sexta-feira, 6 de março de 2015

CONTOS CORRENTES



Cecília Figueiredo nasceu em Franca e é membro da Academia Ribeirão-pretana de Letras É professora de inglês, com atendimento preferencial para executivos, pois foi tradutora bilíngue de dois bancos estrangeiros, onde desenvolveu essa competência.

Sua família, de Areias, sempre esteve muito próxima da literatura. Sua avó conheceu Monteiro Lobato, transferido para Areias como promotor. Na infância, Cecília leu toda a obra de Monteiro Lobato, tendo começado a escrever ainda menina.

Tem dois livros publicados: Paixão vírgula paixão e A casa da instabilidade, ambos de poemas. Atualmente prepara um livro de contos.

A autora considera a poesia como uma entidade, uma parceira. Diante de alguma aridez, diz a autora, procura ler algum poema de quem admira e uma palavra ou verso desencadeia um novo poema.  
Fonte: Blog do Selmo Vasconcellos



NA BRANCURA DE MARINALVA

Depois que cheguei em casa, na hora da janta, Marinalva resolveu abrir o berreiro. Falou que não tinha isso, não tinha aquilo, eu só fiquei na espera da parada dela para eu resmungar. Depois de boa meia hora, a Lurdes já tinha até trazido o café, ela parou.