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terça-feira, 17 de julho de 2018

INÉDITOS

Nesta coluna, Menalton Braff apresenta os livros que escreveu e ainda não publicou.

O menino alado

Na verdade nunca me senti competente para poesia infantil. Nem mesmo a prosa infantil me vai muito bem. Acontece que um dia uma amiga escritora lançou uma proposta a um grupo de escritores do qual eu fazia parte. E o repto era para que cada um produzisse cerca de dez poemas infantis e isso daria um livro. 

Fui pra casa pensando na minha infância. O que poderia haver nela que produzisse poesia? Concluí que nada teria interesse poético. Mas aí me veio aquela ideia da pandorga, com seus diversos nomes e comecei a escrever. Nascia meu primeiro poema infantil, aquele de onde tirei o título Um menino alado.

Depois vieram outras ideias: a família, o entorno da casa, um cãozinho de estimação, o presente etc. Fui escrevendo sem pressa. 

Quando achei que já estava com uma coletânea razoável, e como o desafio inicial tinha dado em nada, enviei os poemas a algumas editoras. Nenhuma demonstrou interesse e tenho a impressão de que minha linguagem não bate com o gosto infantil.

Ou os temas. O fato é que Um menino alado vai ser enterrado vivo. Um menino enterrado.

domingo, 1 de maio de 2016

POEMA INFANTIL

Brincando de vida

Tenho muitos parentes
que moram no meu coração
mas quem ocupa o melhor lugar
é meu primo e meu companheiro.

Em todas as aventuras
na sala ou em qualquer canto
lutava sempre a meu lado
contra os monstros da maldade.

domingo, 17 de abril de 2016

POEMA INFANTIL


Meu relógio de verdade



O Papai-Noel me deu

um relógio de verdade,

que agora é todinho meu -

não aceito sociedade.



De manhã, quando levanto,

primeira coisa que eu faço:

olho as horas e me encanto

com meu relógio no braço.

domingo, 20 de março de 2016

POEMA INFANTIL

Minha bola

Minha bola tão novinha
desconhece a vizinhança.
Ela sabe que é só minha
E é pra mim que ela dança.

No quintal ela se esbalda
à tarde, depois da escola.
Com seu riso de esmeralda
Vai e volta, minha bola.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

POEMA INFANTIL

Um velho de barba branca                                        

O meu pai também tem pai
um velho de barba branca
que me chama de netinho                            
Eu gosto do colo dele
e monto no cavalinho
upa upa que ele faz
e pelas mãos me segura.

O velho de barba branca
meu pai diz que é meu avô
e mora longe daqui.
Ele me dá muito carinho
e às vezes um presentinho
por causa de alguma festa
na sala da nossa casa.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

POEMA INFANTIL

Vizinhança


Minha bola tão novinha

desconhece a vizinhança.

Ela sabe que é só minha

E é pra mim que ela dança.



No quintal ela se esbalda

à tarde, depois da escola.

domingo, 31 de janeiro de 2016

POEMA INFANTIL

Festa na floresta

Quando o grilo trila o apito,
é a festa que começa
e o vaga-lume luz seu lume,
sua luz verde piscante,
em cada canto da sala.

A noite quente responde
ao luzir de tantas luzes
piscando, em volta da lua,
sua poeira de ouro.

domingo, 29 de novembro de 2015

POESIA INFANTIL

Sonho ninguém segura

Esta noite tive um sonho
Que é pra lá de misterioso.
Sonhei que andava entre as nuvens
Como um astro luminoso.

Minhas asas tão bonitas
Sumiram, e criei escamas.
Mergulhei no mar profundo
Virei peixe de cem gramas.


domingo, 8 de novembro de 2015

POEMA INFANTIL

Um pensamento

Primeira vez que eu vi o Duque,
sentadinho em cima da mesa,
pensei que aquilo fosse um truque:
bibelô com pelo e  esperteza.
Hoje o Duque brinca comigo.
Juntos corremos no  quintal.
Acho que é meu melhor amigo.
Companheiro alegre e leal.

domingo, 18 de outubro de 2015

POEMA INFANTIL

Tarde chuvosa

Justo agora
                 a gola
                 a bola
que eu ia jogar futebol!
Todo mundo me esperando
no campinho, eis senão quando
dó ré mi ré mi fá sol.


Esta chuva
               a luva
               a blusa
encharca sem nenhum dó.
Pique-paque na vidraça
meu dia perdeu a graça
não sei desatar o nó.

domingo, 4 de outubro de 2015

POEMA INFANTIL

Meu relógio de verdade


O Papai-Noel me deu
um relógio de verdade,
que agora é todinho meu -
não aceito sociedade.

De manhã, quando levanto,
primeira coisa que eu faço:
olho as horas e me encanto
com meu relógio no braço.

E depois, durante o dia,
fico olhando a toda hora
o mostrador - que alegria -
lugar em que o tempo mora.


domingo, 13 de setembro de 2015

POEMA INFANTIL


A família da gente

Passei a noite contando estrelas
disse hoje cedo minha avó.
E ela não quis fazer poesia,
ela quis dizer que não dormiu.

E  eu perguntei só de curioso:
O que foi então aquele ronco
que essa noite ouvi em seu quarto?
Ela me olhou furiosa e disse:
Não seja malcriado, moleque!

domingo, 30 de agosto de 2015

domingo, 28 de junho de 2015

POESIA INFANTIL





Tia Clô



                        Tia Clô é minha tia
                        a quem mais quero
                        Tia Clô
                        Não é única mas é única
                        tanto a quero, Tia Clô
                        Ela é linda
                                         mais que linda
                        toda beleza da flor


domingo, 7 de junho de 2015

POEMA INFANTIL

Bem-te-vi

Bem-te-vi é um passarinho
Para lá de barulhento
Que grita quando me vê
Seu grito feito de vento.

Com o seu papo amarelo
Estufado ele diz
Que bem vê quando me vê
Com meu medonho nariz.

A cabeça é branca e preta
O bico é agudo e comprido
Seu porte é muito elegante
Mas machuca meu ouvido.

De todos os passarinhos
Que por enquanto eu já vi
Ele é um dos mais bonitos
E se chama bem-te-vi.


domingo, 24 de maio de 2015

POEMA INFANTIL

Festa de aniversário

De tanto que eles insistiram
apaguei quatro velinhas
e engoli um bocado de fumaça
os meus olhos ficaram ardendo
parecendo que iam chorar.

Crianças e gente grande
batiam as mãos com barulho
todos sorrindo pra mim
e cantaram alto nos meus ouvidos
tão alto que assustaram meus olhos.

domingo, 19 de abril de 2015

POEMA INFANTIL


Um pensamento
Primeira vez que eu vi o Duque,
sentadinho em cima da mesa,
pensei que aquilo fosse um truque:
bibelô com pêlo e  esperteza.
Hoje o Duque brinca comigo.
Juntos corremos no  quintal.
Acho que é meu melhor amigo.
Companheiro alegre e leal.

domingo, 12 de abril de 2015

POEMA INFANTIL


Sonho ninguém segura

Esta noite tive um sonho
Que é pra lá de misterioso.
Sonhei que andava entre as nuvens
Como um astro luminoso.

Minhas asas tão bonitas
Sumiram, e criei escamas.
Mergulhei no mar profundo
Virei peixe de cem gramas.

Depois de muito nadar,
Cansado daquilo tudo,
Fui visitar a floresta
Como um bicho narigudo.

Ao acordar percebi
Que minha bela aventura
Foi um sonho muito louco
E sonho ninguém segura.

domingo, 8 de março de 2015

POEMA INFANTIL

O poema abaixo pertence ao livro inédito de poesia infantil  Um menino alado



Cena de jardim

No jardim da minha casa
Vi passar a borboleta
Um desenho em cada asa
Parecendo uma careta.