Eis aqui alguns trechos de livros selecionados especialmente para este início de ano:
“Mesmo de olhos fechados, eu sei que as cortinas vão balançar brandamente, agora, e que a sombra do cipreste, então, vai descer pela janela para aparecer com timidez no tapete, rastejante. Todos os dias, depois do almoço, quase perco o fôlego, de prazer e susto, ao vê-la chegar.”
(À Sombra do Cipreste)
“Enquanto a noite não chega, Lídia fala porque é a sua necessidade. Fala à sua memória gasta, inventando ouvintes. Consome o Domingo ocioso no jogo de viver outra vez. Mas a noite disfarçada de sombras vai roubando-lhe o espaço, e com o fim do dia as solidões serão maiores e irremediáveis.”
(Na Força de Mulher)
“Cinco para as sete, abriu-se o portão. Ao lado da chapeira, um aviso bem grande, escrito com lápis vermelho em uma folha de papel. Quem não encontrasse o cartão na chapeira deveria aguardar até as oito horas e então se dirigir ao departamento do pessoal. 347. Com o coração aos pulos, Raimundo procurou o número. Vazio. A boca ficou amarga, as pernas tremeram-lhe, os olhos se turvaram. E, no entanto, poderia dizer que já tinha certeza de que isso haveria de acontecer.”
(Janela Aberta)
“Mesmo de olhos fechados, eu sei que as cortinas vão balançar brandamente, agora, e que a sombra do cipreste, então, vai descer pela janela para aparecer com timidez no tapete, rastejante. Todos os dias, depois do almoço, quase perco o fôlego, de prazer e susto, ao vê-la chegar.”
(À Sombra do Cipreste)
“Enquanto a noite não chega, Lídia fala porque é a sua necessidade. Fala à sua memória gasta, inventando ouvintes. Consome o Domingo ocioso no jogo de viver outra vez. Mas a noite disfarçada de sombras vai roubando-lhe o espaço, e com o fim do dia as solidões serão maiores e irremediáveis.”
(Na Força de Mulher)
“Cinco para as sete, abriu-se o portão. Ao lado da chapeira, um aviso bem grande, escrito com lápis vermelho em uma folha de papel. Quem não encontrasse o cartão na chapeira deveria aguardar até as oito horas e então se dirigir ao departamento do pessoal. 347. Com o coração aos pulos, Raimundo procurou o número. Vazio. A boca ficou amarga, as pernas tremeram-lhe, os olhos se turvaram. E, no entanto, poderia dizer que já tinha certeza de que isso haveria de acontecer.”
(Janela Aberta)

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