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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

POEMA DE ANTONIO VENTURA


AUTORIA

Não penses em assinar o poema
pois existe o doce lago e o branco cisne
desliza no doce e azul lago,
independente de tua vontade e de tua pena.

Não penses em assinar o poema
porque o poema não te pertence
nem te pertencem o doce lago e o branco cisne
que sobre o azul do lago desliza o branco cisne.

Não penses em assinar o poema
não te pertence o lago azul
onde o branco cisne desliza.

Não, não penses em assinar o poema
escrito pela mão invisível de alguém que um dia
inventou o doce lago, a água azul, o branco cisne.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

CARTA POEMA A JOÃO CABRAL





CARTA POEMA PARA JOÃO CABRAL DE MELO NETO

 “Saio de meu poema como quem lava as mãos.”
                                                                        João Cabral de Melo Neto





Um dia, João, ainda moço

fui beber da fonte de seus versos

contidos, matemáticos, racionais

montados pedra sobre pedra

de sua precisa engenharia.