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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

LEITURA DO MÊS


Neste mês de setembro, nosso grupo de leitura leu, do genial contista uruguaio Horácio Quiroga, o livro Contos de Amor, de Loucura e de Morte.
Terminei de ler ontem e continuo digerindo o impacto do que li.
Seus 15 contos são em geral de pouca extensão, exceto o primeiro (Uma estação de amor) e o último (A meningite e sua sombra).

Há cenas de crueldade e ódio, como em O solitário, e crueldade e demência, como em A galinha degolada. Há cenas de mistério, como é o caso da mulher que definha irreversivelmente a cada dia sem que a medicina possa fazer nada por ela, como em O travesseiro de plumas.

Vários contos de animais que pensam e falam, mas toscamente, como animais.
Mas tudo isso carregado de um lirismo poucas vezes encontrado em prosa. A competência de Quiroga ao situar o ambiente onde se desenvolvem as ações e inigualável.
Um livro que vale a pena ser lido. 

terça-feira, 21 de maio de 2013

LEITURA DO MÊS

O amor entre Jaques, o pastor, e Gertrudes, sua protegida cega, vai-se tornando avassalador. As aulas continuam e Jaques a leva à cidade vizinha para assistirem à Sinfonia Pastoral, de Beethoven, como forma de aprendizado dos sons e seus timbres, que o mestre associa às cores.
Mas vem o mês de maio e por causa do ambiente criado em sua casa, Jaques resolve entregar Gertrudes aos cuidados de Luísa de La M..., mulher pia, que dedica sua vida a cuidar de meninas e moças com deficiências físicas.

terça-feira, 14 de maio de 2013

LEITURA DO MÊS

E continuamos com a leitura do mês de maio: Sinfonia pastoral, de André Gide.

A dedicação de Jaques, o pastor, na educação de Gertrudes é excepcional, a ponto de sua esposa reclamar que nem para com os próprios filhos tivera um zelo tal.
Ele alega, é evidente, que maior alegria é recuperar o que estava perdido, mais ou menos parodiando a parábola do filho pródigo. Usa o argumento da autoridade: a bíblia.
A primeira descoberta do pastor, e que muito o alegrou, foi que Gertrudes não era surda. Depois de muitas tentativas sensoriais, um dia ele anota:

Pág. 39 - "5 de março. Anotei esta data como a de um nascimento. Era menos um sorriso do que uma transfiguração. Repentinamente, seus traços animaram-se! Foi como um resplendor súbito, semelhante ao clarão purpurino em os altos Alpes, que, precedendo a aurora, faz vibrar o cume nervoso que ele nos mostra e sai da noite."

terça-feira, 7 de maio de 2013

LEITURA DO MÊS


André Paul Guillaume Gide (Paris, 22 de novembro de 1869 — Paris, 19 de fevereiro de 1951) foi um escritor francês.

Recebeu o Nobel de Literatura de 1947. Oriundo de uma família da alta burguesia, foi o fundador da Editora Gallimard e da revista Nouvelle Revue Française. Gide não somente era homossexual assumido, como também falava abertamente em favor dos direitos dos homossexuais, tendo escrito e publicado, entre 1910 e 1924, um livro destinado a combater os preconceitos homofóbicos da sociedade de seu tempo, Corydon.

Liberdade e libertação recusando restrições morais e puritanas, a sua obra articula-se ao redor da busca permanente da honestidade intelectual: como ser igual a si mesmo, ao ponto de assumir a sua pederastia e a sua homossexualidade. Entre as suas obras mais importantes estão Os Frutos da Terra, a já mencionada Corydon, A Sinfonia Pastoral, O Imoralista e Os Moedeiros Falsos.

Sinfonia Pastoral é um romance escrito em forma de diário e começa em 10 de fevereiro de 189...  Um pastor protestante rural está voltando para casa em sua charrete, já no fim da tarde, quando é abordado por uma menina desconhecida que o incita a voltar sete quilômetros por uma estrada por que nunca tinha passado para visitar uma velha que já expirava.

terça-feira, 23 de abril de 2013

LEITURA DO MÊS

Molloy, de Samuel Beckett, foi o livro escolhido para ser lido no mês de abril.
Na primeira parte, o narrador é Molloy, que, pelo fluxo de consciência contínuo pode lembrar a Molly Bloom, do James Joyce.
O discurso é coloquial, com forte oralidade por algumas expressões que tornam o leitor interlocutor de Molloy. É uma história contada pelo protagonista ao leitor, tornado-o cúmplice do narrador.
Na segunda parte, Moran é o narrador. Ele é um agente e recebe a incumbência de investigar Molloy. Moran vive com seu filho e uma velha empregada com os quais tem relações conflitantes aos limites do absurdo. Há muito humor e ironia em ambas as partes. Moran prepara-se para partir em busca de Molloy. Mas a viagem não se inicia. Ele deve partir à meia-noite. Os motivos nunca são dados ou, pelo menos, quando dados são aparentemente ilógicos.