Mostrando postagens com marcador Vasco pereira de Oliveira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vasco pereira de Oliveira. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 24 de junho de 2020

CANTIGAS DE AMIGOS

O bolo de fubá é minha madeleine proustiana, que convoca o passado e me remete à lembrança da minha MÃE e seu inesquecível bolo.

BOLO DE FUBÁ

(Vasco Pereira de Oliveira)

Farelos sobre a mesa.
Gosto de erva-doce
como um fundo musical
fluindo fundo da memória.
No abismo do tempo
o cheiro da canela em pó
levemente espalhada com açúcar.
Nossos mortos nunca morrem completamente,
estão guardados em nossa caixa de sapatos.
Habitam fotografias desbotadas
de onde nos olham com olhos baços pelo tempo.
A ausência é uma cadeira vazia à mesa
onde pardais recolhem migalhas
de um bolo de fubá.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

CONTOS CORRENTES

O BOBO

(Vasco Pereira de Oliveira)

Ao lado da floresta, infestada de lobos, existia uma aldeia. A convivência, entre lobos e aldeões, era pacífica, embora, vez ou outra, um homem arrastado aqui, um lobo escalpelado ali. Entre mortos e feridos, havia um equilíbrio aceito por ambos os lados.

Na aldeia, o bobo divertia a todos com seu sorriso estopim na cara rosada e gorda. Um bobo que se preze não consegue nem mesmo ser infeliz. Todos o provocavam com perguntas enviesadas, esperando a resposta que sempre vinha encharcada de uma espiritualidade ingênua e engraçada. Todos sabiam de momentos de lucidez, quando o bobo sacava da sua esperteza adormecida nas profundezas da mente. Eram momentos em que ele dava uma resposta inesperada, criativa e espirituosa. Era um bobo incompleto: faltava-lhe inteligência para sua completude.

Andava pela vila enquanto dia. Comia aqui e ali, ajudava um e outro, sempre alegre e divertindo as pessoas. À noite recolhia-se ao seu recanto, onde morava com os pais. “Não ultrapasse a linha da floresta, você pode ser comido pelos lobos.” Ele, cordeiro, obedecia. Assim viviam todos os aldeões, cada um respeitando os limites, tudo em nome da paz. O bobo era um símbolo dessa paz.

Principalmente à noite, poucos se atreviam a deixar a segurança de suas casas. Havia uivos no ar, principalmente em noites de lua brilhante. Um misto de medo e respeito mantinha a distância entre lobos e homens.

Eis que o Diabo, dado a pilhérias e malfeitos, ateou lenha e riscou seu fósforo: apareceu um lobo, membro importante da matilha, morto e escalpelado. Só pode ter sido um humano, gritou um lobo parente da vítima, e o ódio se acendeu, para alegria do tinhoso. Houve passeatas e manifestações contra os humanos, isso não poderia ficar impune. Alguns defendiam um ataque maciço para acabar de vez com a aldeia. Porém venceu o grupo moderado e resolveram nomear três lobos para exigirem justiça junto aos humanos. Queriam que a aldeia identificasse o responsável pelo assassinato e o entregasse à matilha. O infeliz seria morto e escalpelado, então se faria justiça e a paz retornaria.

Quem poderia ter sido o autor do bárbaro crime?, perguntavam-se os aldeões. O escalpelamento e requintes de tortura eram próprios dos humanos, não dos lobos. Sem dúvida, fora um humano quem cometera o crime. Era preciso reparar, punir o responsável, entregá-lo à baba odiosa dos lobos, ou haveria um confronto total. Eram muitos os lobos, e mesmo dispondo de armas de fogo, os aldeões sabiam que um confronto total seria catastrófico, com possibilidade até de extinção da aldeia.

Quem foi?, era a pergunta da vez. Investigar, prender e entregá-lo já era consenso. O tempo escorrendo rápido, os lobos exigindo justiça. Na cantina, na estalagem, na igreja e no bar, o mesmo assunto: era preciso identificar o criminoso com urgência.

O bobo da aldeia não mudou seu comportamento, pois, embora tivessem explicado o que ocorria, ele não era capaz de fazer juízo, pois a natureza não o havia premiado com tal habilidade do espírito. Continuava divertindo as pessoas, se bem que o ânimo geral estava contaminado pela preocupação que pairava no ar: o crime.

Muitos sonhavam com a invasão dos lobos, a noite ferida por olhos de fogo e grandes dentes brancos triturando as crianças da aldeia. Casas incendiadas e as pessoas correndo sem rumo, um pânico desarrumado, fim dos tempos. O pároco realizava missas diárias, tentando tranquilizar as pessoas, porém os lobos, que só entendiam do mundo real e não eram dados a rezas, exigiam justiça. Entreguem o culpado ou destruiremos a aldeia.

Na luta entre Deus e o Diabo, o moleque costuma ser mais criativo. À tragédia maior, acrescentou outra, como quem joga mais lenha na fogueira e dá risadas diante das labaredas atiçadas dançando no ar.

- Quem entregar aos lobos?

- Não sei, alguém que já está preso?

- Não há ninguém preso, o último foi ano passado.

Teriam que resolver logo. Convocaram reuniões, onde várias sugestões surgiam. Foi quando alguém, legítimo representante da sociedade e respeitado cidadão da aldeia, sugeriu, assim como quem não quer nada, mas quer, assim como quem solta uma palavra no ar, sabendo, no íntimo, que o bater de asas de uma borboleta pode provocar uma tempestade: e se entregássemos alguém, assim sem muita utilidade para nossa comunidade, alguém que não fizesse falta para o funcionamento normal da aldeia?

Realizaram uma festa, com propósitos maiores que o divertimento, pois os tempos eram de problemas. O bobo foi o personagem principal, convidado especial que receberia deferências e homenagens, pois sua importância para a aldeia mereceria ser comemorada com muita fartura de
comida e bebida. Ao bobo reservaram lugar de honra na mesa e a nata da sociedade reuniu-se ao redor. Em grandes dentadas, o bobo ia devorando coxas de frango e o vinho escorria pela sua boca, ressaltando a cor das bochechas, que se tornavam rosadas e brilhantes.

- Sabe que você é um dos mais importantes membros dessa comunidade?

- Hum..., respondeu o bobo.

- Temos uma proposta para fazer, é tão vantajosa quanto irrecusável.

- Hum... hum..., respondeu o bobo.

- Você pode salvar nossa aldeia. Faremos uma estátua em tamanho real, que será colocada no centro da aldeia, em sua homenagem e você será lembrado para sempre como nosso maior herói.

- Hum..., respondeu o bobo.

- Sua família receberá ajuda financeira e seus pais nunca precisarão mais trabalhar, a aldeia sustentará a todos eles.

- Hum..., hum..

- Você só terá que assumir o assassinato do lobo e se entregar à matilha.

O bobo, num repente de lucidez, uma coxa de frango parada no ar, ao ouvir “se entregar à matilha”, disse por quê?, não sei de nada.

Era preciso ter paciência, aumentar a recompensa, oferecer mais vinho ao bobo e prometer-lhe mais coisas.

- Você terá dois dias para pedir e fazer o que quiser, tudo por nossa conta. O bobo, tonto e acuado, foi acostumando com a ideia, cozinhado em água morna, cercado de raposas.

- Sim, sim, mas quando me entrego?

- Daqui a dois dias, quando vence o prazo dado pelos lobos.

Assim foi. O herói preparado, roupas novas e assédio das crianças, viva o bobo, nosso homem de coragem, viva o bobo, nosso salvador. Temiam que o bobo, no dia seguinte, desistisse do combinado, então emendaram a festança, mantendo-o sempre longe da sobriedade. Houve até uma procissão, quando rezavam pelas ruas em nome da alma salvadora. O bobo sentindo-se rei, imaginando a própria estátua.

Vestido com sua melhor roupa, sob uma salva de palmas, o bobo caminhou rumo à floresta. Rufaram os tambores, como se um herói partisse para enfrentar sozinho um exército bem armado. Dizem os mais velhos da aldeia que ele foi sorrindo.

A honra da aldeia foi salva, seus nobres habitantes voltaram à rotina e a maioria esqueceu-se do bobo. Hoje os mais novos não dão importância à história, as crianças brincam em volta da estátua do bobo, suja e abandonada, e alguém já propôs demoli-la, pois enfeia aquela parte da aldeia.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

CONTOS CORRENTES


IVAN IVÁNOVITCH
                            (Vasco Pereira de Oliveira)                            

        Ivan Ivánovitch, um mujique atarracado, saiu de casa e caminhou no frio durante todo o dia, sem comer. Apenas alguma água, que bebia às pressas em potes emprestados dos viajantes que encontrava pelo caminho. Nas mãos nada carregava e com as pernas apenas o peso dos seus oitenta anos. Andava sem rumo como que fugindo de si mesmo, pois a razão teimava abandoná-lo. Deixar a vida já vivida para trás, encerrá-la numa caixa de sapatos e sair em busca de melhor destino. Fugir de casa era um sonho, ele sempre falou que um dia deixaria tudo.
        A fome batia-lhe no estômago. O cansaço dos caminhos pesava-lhe nos ombros e as pernas obedeciam a um comando já embotado que vinha do seu cérebro confuso: andar, andar, não importa para aonde. Pelo caminho, falava sozinho. Ao cruzar com uma árvore, virou-se para ela como a pedir solidariedade e apoio ao que dizia. Ao encontrar um lagarto, que se aquecia sobre uma rocha expondo-se a tímidos raios de sol, perguntou-lhe “Como vai?”. Parado, ficou olhando para o réptil durante o tempo de três respirações ofegantes. Como o lagarto ignorou-o, prosseguiu sua andança enfiando seus pés no chão de neve que resistia ao derretimento.
        Ao longe as luzes denunciavam uma casa, talvez uma estalagem, onde alguma velha espadaúda e mal-humorada faria uma deliciosa sopa de legumes. Mirou as luzes e caminhou pensando na sopa

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

CONTOS CORRENTES

O CASTIGO
(Vasco Pereira de Oliveira)

Malditos, me tiravam a roupa. Melhor se me deixassem amarrado num tronco, batessem com chicote, vara de marmelo, ou usassem outros objetos de tortura. Mas não, me tiravam a roupa. Escondido atrás das portas, me esgueirando por beiradas, apreciava o movimento do dia. Tia Josefa puxando o
saco da minha mãe, fazendo aqueles bolinhos, ajudando daqui e dali. Fazia doces no tacho de cobre que depois lavava com limão cravo e mostrava para a mãe, veja, como limpa, que beleza. A mãe parecia ignorá-la, mas ela puxando o saco. Fresca. Benfeito que as circunstâncias me levaram a urinar na bacia com água em que ela lavava o rosto de manhã. Acordei com a bexiga estourando, o banheiro distante, lá no quintal, onde pai negociava porcos com uns estranhos. Fiquei com vergonha de sair correndo para o banheiro e foi ali mesmo, no quartinho, descarreguei gostoso, sensação de alívio.

Depois foi esperar o castigo anunciado. Tia Josefa lavando o rosto, só pode ser esse menino, tirem a roupa dele, o dia inteiro pelado, e eu a ver o mundo pelas frestas, escondido atrás das portas, pelos cantos, dentro de mim.

Mas que urinei, urinei.

A mãe era dura. Esse tipo de castigo de me tirar a roupa veio da sua mente de pedra. Tia Josefa puxando o saco e ela fazendo que nem notava, fingindo. No fundo, embora não expressasse, ela gostava de ser paparicada.

Devia se sentir mais importante. Aí mandava e desmandava e eu sempre me ferrando. Montaram na cabrita, amarraram o gato, destruíram o canteiro: pelado. Tinha um jeito de dizer com o olhar, nós nos habituamos a entendê-lo.

Sem dizer uma palavra, mandava com o olhar: pelado. Como sair pelado?

Jogar bola, brincar? Tenho que reconhecer, era um castigo bem bolado, deixava o condenado sem ação, tendo que se esconder, com vergonha do pelo peito pinto. E o réu sempre era eu. Nu, despojado de enfeites e possibilidades, porém consciente, o que aumenta o sofrimento. Pena que tal castigo era
aplicado em mim. Aí sossegavam, não era preciso tomar conta, decidir pode ou não pode.

Comodistas, melhor se me amarrassem vestido, moralmente vestido. Mas não, me desnudavam a alma. Do meu canto imaginava o pior, talvez para me consolar e amenizar a situação de estar nu: e se me vestissem de mulher? A maldade tem seus limites, até o diabo tem sua parcela de juízo.

O pai se deixava dominar por aquele gênio da mãe. Ele bonachão, talvez tenha me amado, mas não entendi sua linguagem. Ela durona, mandando com o olhar; creio que me amou por detrás dos seus olhos de pedra. Há formas de amar que a linguagem não explica.

E eu: pelado. Cresci naquele meio e esse que hoje arde sou eu. Na solidão aprendi a degustar a dor, mastigá-la até que ela, liquefeita, escorresse da boca, fazendo mares no chão. Pelas frestas aprendi a observar como são diferentes as coisas e as pessoas, com suas matizes de sombras.

Tia Josefa era solteira. Usava o cabelo preso na nuca onde formava uma bola chamada coque. Inseparáveis (ela e o coque). Acho que tia Josefa era o coque, a pessoa que o carregava era suplemento. Bom dia coque, boa tarde coque, e a cara da tia Josefa na frente do coque. Coque para cá, coque para lá, o dia inteiro andando, mexendo, lavando, fazendo doce. Coadjuvante naquelas cenas domésticas, a mãe atriz principal. Tia Josefa às vezes falava de um tal de tenente Castrinho. Quando isso acontecia, seus olhos brilhavam enxergando alguma coisa que só ela via: parecia que aquele olhar vazava o tempo e alcançava outra dimensão do espaço. Uma vez, dos seus olhos minaram água, formaram um mar onde naufragamos, eu e ela, abraçados. Na hora não entendi bem o que se passava, alguns anos depois é que imaginei o que ela devia estar sentindo. Sentia falta do que não foi, do que poderia ter sido. Imaginei como ela deveria se sentir só. Talvez por isso ela não parasse de se mexer, fazer, cozer, coser, andar, arrumar, limpar. Era para espantar sua solidão, que habitava sua sombra. Mas, coitada, à noite ela ficaria sozinha em seu quartinho e certamente seus fantasmas brincariam de roda à sua volta.

Cantariam tristes canções de ninar que a fariam chorar. Compreendi que somos apenas pedaços de um todo e sentimos falta das outras partes, e é isso que confere à vida esse meio-tom cinzento que a torna maravilhosamente incerta. Meses antes de morrer - em meio à bruma que lhe atacara o espírito - ela vivia momentos de lucidez em que desatava a falar. Então jogava para o ar toda sua vida de recatos, autocensuras e privações. Mandava à merda, falava mal de todos, atacava Deus e o diabo. A loucura mostrando seu lado bom.

Assim tia Josefa vingava-se do comedimento que cultivou a vida inteira.

Hoje, por entre portas, janelas e grades, também vejo o mundo pelas frestas, nuanças de sombras, como quando me deixavam de castigo. As coisas vistas de frente me ofuscam. Rumino a lucidez que entra pelas frestas. Pelas frestas penetro seu âmago, até a alma das pedras. Construo pontes até o sol,
mas muita luz me ofusca. Tenho medo da lucidez.

De quem senão da mãe herdei as pedras da alma? E do pai esse jeito de desprezar a vida e ao mesmo tempo amá-la a meu modo? E da tia Josefa essa arte de fingir, dissimular? De que mais precisa um homem, tendo à mão esses temperos da vida? Fundiram-se em mim universos dissonantes, urdidos por todas as mazelas, contaminados em suas reentrâncias por réstias de lucidez, meios-tons de bondades.

Sou de pedra, mas tenho alma. O que me comove mais são as coisas inanimadas. Essas pedras que calçam as ruas, enfileiradas, disciplinadas, inteiramente sós, levemente úmidas de orvalho, nessas madrugadas frias, sob luzes de postes completamente solitários. Por isso entendo a alma das sombras. Amo e entendo a beleza dos crepúsculos e dos outonos, e suas nuanças de incertezas.

Hoje não existem mais o pai, a mãe, nem tia Josefa. Minha mãe era dura, de pedra, mas eu aprendi a olhar pelas frestas e entender a alma das coisas.

Interpretei o vento e fabriquei minhas asas durante o voo. Perdoo a todos, Deus no meio.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

CANTIGAS DE AMIGOS

PODES        
(Vasco Pereira de Oliveira*)


              apagar as luzes,
               já lambi o sol nos olhos das crianças
              
               esconder os segredos das árvores,
               já entendi a linguagem das folhas no verde do vento

               fechar todas as janelas,
               tenho a cópia de todas as paisagens

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

CANTIGAS DE AMIGOS



O poema abaixo é de Vasco Pereira de Oliveira, e consta de seu livro Fragmentos.

Pequeno encanto

De longe (o luar)
ferindo o olhar:
a lua derrama ouro
sobre a mata.

Mergulho na polpa doce da vida
e nela me afogo,
 como o inseto que busca (a luz)
e nela se ofusca,
como pássaro que se despedaça
contra a vidraça.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

CANTIGAS DE AMIGOS


O poema "Podes", do meu amigo Vasco Pereira de Oliveira, foi premiado em concurso da UBE-MS.
Podes

apagar as luzes,
já lambi o sol nos olhos das crianças
esconder os segredos das árvores,
                                                                  
já entendi a linguagem das folhas no verde do vento

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

CANTIGAS DE AMIGOS

O poema a seguir foi extraído do livro "Quem sabe, a primavera", de Vasco Pereira de Oliveira
ereira

O fim


Quero sim
que o fim seja assim
um átimo sem susto
sem aves voando da árvore
sem fé, orvalho, prece
exumação de cadáver
flores murchas
fumaça de cigarro
um vapt sem vupt
quero sim
que seja assim
sem reticências
assim sem susto
sem tempo de ouvir
o raio no arbusto
que seja assim
de repente, furtivo, minúsculo
que ninguém note
ou anote
assim, à toa,
sem fé, orvalho, prece

ou “Era uma boa pessoa”             

domingo, 29 de setembro de 2013

LANÇAMENTOS DA SEMANA


Título: QUEM SABE, A PRIMAVERA...
Autor: Vasco Pereira de Oliveira

Data: 3 de outubro (quinta-feira)
Horário: 19h
Local: Feira do Livro de Sertãozinho
Endereço: Praça 21 de abril
Cidade: Sertãozinho -SP

Título: PALAVRA que SIM
Autor: Cícero Galeno Lopes
Editora: Movimento

Data: 4 de outubro (sexta-feira)
Horário: 19h
Local: Palavraria - Livraria Café
Endereço: Rua Vasco da Gama, 165 - 
Bom Fim 
Cidade: Porto Alegre - RS