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| René Wellek |
Pág. 225 - "Outros autores, em vez de distinções tricotómicas como as de Bousoño e Booth, limitam-se a estabelecer distinções dicotómicas que, não apresentando a capacidade analítica daquelas, salvaguardam todavia a diferenciação essencial entre o autor empírico e histórico e o autor como emissor presente e actuante num texto literário. Assim, Mukaroský separa cuidadosamente o
poeta e o
sujeito da obra, isto é, aquele 'eu' de que a obra promana como expressão linguística e que se apresenta como (p.226) o responsável das ideias, dos sentimentos, etc., contidos nessa mesma obra. Martínez Bonati distingue o
autor real e o
falante fictício, sublinhando que este último constitui elemento imprescindível de toda a literatura; Jonathan Culler diferencia o
autor empírico da
'persona' narrativa e da
'persona' poética, que são uma construção, uma função da linguagem do texto narrativo e do texto poético; atendo-se à problemática dos textos literários narrativos, Teun A. van Dijk distingue o
narrador pragmático (produtor do texto) e o
narrador textual e Lubomír Dolezel contrapõe o
autor real ao
narrador ficítico, etc.
Outros autores, ainda, não curando propriamente de estabelecer distinções tricotómicas ou dicotómicas, designam o 'autor implícito' de modo a evitarem qualquer confusão com o 'autor real': Wellek e Warren referem-se a
eu fictício, Käte Hanburger fala de
eu lírico, Wimsatt Beardsley e Morse Peckmam optam pela designação de
falante dramático, etc.
(CONTINUA)
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