Às dez da manhã entrei no Colégio Antonio Frata, em Brodowski. Para quem passou grande parte da vida entre alunos, salas de aula, sala dos professores, no ambiente onde formam-se pessoas, onde se desenvolve o espírito crítico dos futuros cidadãos, a felicidade é muito grande.
Entrei com o coração me avisando que estava dentro da caixa do meu peito. Mas as salas daquela ala estavam vazias, e me preocupei. Será que justo no dia em que venho falar com eles fazem "forfait"?
Então a professora Ana Paula, de quem recebi o convite, me avisou que os alunos já estavam a caminho da esplanada em frente à casa onde morava Candido Portinari. Bem, conheço Brodowski e muitas vezes estive na casa museu Candido Portinari. Gostei da ideia.
Vejam só, em lugar de conversar com os alunos da Ana Paula olhando paredes de uma sala, nos botaram à sombra de imensas sibipirunas, na frente de um museu. Podia ser melhor?
Minhas ligações com a natureza costumam ser bastante tênues, mas conversar com adolescentes debaixo do céu, à sombra de imensas copas, ah, isso faz muito bem.
Bem, a conversa foi muito boa, principalmente por causa das perguntas dos alunos, que me deram a oportunidade de abordar assuntos mais próximos deles. Foi uma alegria.
Pois não é que tudo terminou com um presente que me deram. Muito simpáticas as pessoas, tanto os alunos quanto professores e direção da escola. Adoráveis.
Tudo era lugar para ser ocupado, contanto que fosse à sombra.
Então, para encerrar o evento, a hora dos autógrafos. O livro lido foi meu O fantasma da segundona, com ilustrações do Caco Galhardo. Alguns deles me perguntaram se eu conhecia o Caco Galhardo, e tive de infelizmente responder que não. Foram pessoas da FTD que lhe pediram que ilustrasse O Fantasma.







Encontro mais lindo. Uma delícia ter a oportunidade de falar com o escritor sobre o livro que ele escreveu.
ResponderExcluirBeijos