Caminhando e cantando
Recentemente, voltei a um tempo que muitos nem sabem que existiu
Continuo caminhando, apesar de minhas objeções, porque ninguém pode ficar parado. E para que a sensação de perda (de tempo) não me estrague o dia, abro olhos e ouvidos e colho em minha tarrafa peixes de todo tamanho. Só não canto enquanto caminho, porque isso poria minha segurança em risco.
Ontem cruzei com um velhinho de outros tempos, que já viu e viveu até o que não existe mais. Ele deve saber de coisas como galocha, ficha telefônica, deve ter fumado Liberty e tomado leite com groselha, sem dúvida nenhuma. Pelo menos foi essa a ideia que me ocorreu quando o ouvi gritar, em plena avenida: veeeer-durei-rooo.