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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

GARRAFA AO MAR | REVISTA BULA

Garrafa ao mar 
Por Menalton Braff
Clique aqui para acessar a publicação original


Ontem acordei melancólico. Sofri, talvez, uma recaída do espírito juvenil, e me senti como se estivesse carregando o mundo nas costas. Mas também não sei se era essa a razão daquela tristeza não localizada e sem causa aparente. Porque é isso a melancolia. Pelo menos é isso que se aprende na diferença que o Freud faz entre ela e o luto. E como a cama estivesse pesada, resolvi levantar para enfrentar as agruras da vida.

Estava tomando café, olhos boiando na superfície marrom, quando fui perturbado pela primeira pergunta. Bem provável ter sido a mesma que mexera em meu humor na hora de acordar. E se você está pensando em frescura existencial do tipo “de onde vim, para onde vou, quem sou eu?”, etc. que nos caracterizam a adolescência, como a pergunta que me perturbou, sinto dizê-lo, mas seu pensamento sofre de leviandade. Isso não são perguntas que em perfeita sanidade se façam depois dos vinte, não é mesmo?

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

REINVENÇÃO DO MUNDO?

Carta Capital - Cultura   

'Se é para diminuir as distâncias,
 quem vai fazê-lo?'. 
Foto: 3oheme/Flickr

25.01.2012 11:59

Garrafa ao mar

Por Menalton Braff

Ontem acordei melancólico. Sofri, talvez, uma recaída do espírito juvenil, e me senti como se estivesse carregando o mundo nas costas. Mas também não sei se era essa a razão daquela tristeza não localizada e sem causa aparente. Porque é isso a melancolia. Pelo menos é o que se aprende na diferença que o Freud faz entre ela e o luto. E como a cama estivesse pesada, resolvi levantar para enfrentar as agruras da vida.
Estava tomando café, olhos boiando na superfície marrom, quando fui perturbado pela primeira pergunta. Bem provável ter sido a mesma que mexera em meu humor na hora de acordar. E se você está pensando em frescura existencial do tipo “de onde vim, para onde vou, quem sou eu?”, etc. que nos caracterizam a adolescência, como a pergunta que me perturbou, sinto dizê-lo, mas seu pensamento sofre de leviandade. Isso não são perguntas que em perfeita sanidade se façam depois dos vinte, não é mesmo?