Uns tempos atrás, depois de um susto, entendi por que somos
chamados de terceiro-mundistas.
Peguei a estrada, como fazia diariamente, e vinha sossegado,
sem vontade nenhuma de provar que sou rápido no volante. Pelo retrovisor,
percebi que um automóvel se aproximava em alta velocidade, mas já estava
acostumado com isso e me mantive na pista da direita para não atrapalhar o
tráfego.
Às vezes também tenho pressa e detesto quando alguém faz de
tudo para que eu chegue atrasado a meu destino. Meu falecido pai repetia com
aquela seriedade com que deitava suas verdades para fora: não se faz aos outros
o que não se quer que os outros nos façam. Por falar nisso, os pais de hoje não
transmitem mais preceitos morais? Caramba, e onde é que os adolescentes vão
aprender seus valores? Aliás, uma sociedade começa a entrar em decadência
quando uma simples palavra como “moral” é considerada ridícula pela maioria das
pessoas. Vocês se lembram do Império Romano?
