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domingo, 7 de outubro de 2012

GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ , O MAGO | REVISTA CULT


Este texto é de 2010, mas uns dois dias atrás foi destacado no Twitter por Priscilla Merizzio, estudante de Curitiba. Priscila faz mestrado e o tema de sua dissertação será Realismo Mágico (ou Absurdo) de JJ Veiga na Ditadura.

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Às vezes realista, em seguida fantástico, outras vezes absurdo, temperando com os três ingredientes suas narrativas, o fato é que, depois de Cem anos de solidão, García Márquez tornou-se um dos escritores mais lidos no Brasil
Estabelecer alguns pontos de contato entre Gabriel García Márquez e a literatura brasileira exige alguma cautela, pois não se trata de um escritor facilmente classificável em virtude da diversidade de sua obra, o que exige, prontamente, o estabelecimento de alguns conceitos como fundamentais.
Nas décadas de cinqüenta e sessenta, o boom da literatura latino-americana não teria ocorrido ou, pelo menos, teria sido bem menor sem a participação de Gabriel García Márquez. A Europa geralmente manteve uma atitude de curiosidade em relação ao que vem de fora, ao que vem do que os europeus chamam de países exóticos, dentre os quais nós, sul-americanos, estaríamos incluídos. Somos o recreio divertido deles quando se cansam de tanta civilização. Mas deixando de lado as razões porque, vez por outra, lançam-nos olhares curiosos, atenhamo-nos ao fato de que naquelas décadas a Europa traduziu, leu, chegou a sentir certo fascínio pela literatura do lado de cá do oceano, sobretudo dos países de fala espanhola.