por Menalton Braff — publicado 20/06/2014 11:41Estávamos outro dia falando sobre exageros, seus perigos, e algumas histórias foram lembradas. Meu amigo Adamastor, que além de gigante é filósofo nas horas vagas, ponderou que virtus in medium est e, como autoridade para seu argumento, lembrou-nos Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.), que, em sua obra Ética a Nicômaco, utilizando-se de uma extensa lista de vícios e virtudes, argumenta que os vícios dão-se por falta ou excesso, e que a virtude está no meio.
Um dos casos, entre tantos outros utilizados por Aristóteles, é a coragem. A seu excesso, o estagirita chama de temeridade e mostra os perigos com que se defronta o temeroso. Sua falta, ou ausência, ele denomina de covardia e descreve os males que o covarde causa a si mesmo. A virtude, pois, não está no excesso, tampouco na ausência da coragem, mas na justa medida com que o homem corajoso é dela aquinhoado.