O conto abaixo pertence à coletânea inédita O peso da gravata.
Na janela do velho sobrado
Para
Ana Luiza Camarani
Acordou com a explosão na boca e
tentou ficar na cama por causa do frio. As vistas viam as estrelas do esforço e
mais nada antes de se acostumarem à escuridão do quarto, onde penetrava apenas
uma claridade baça através das fasquias da veneziana. Tentou conter a tosse no
fundo da garganta, engolida, até quase o sufocamento. Era uma espécie de mão
descarnada e com dedos de aço que se apertava em torno de sua cabeça.
