ELES VÊM CHEGANDO
Pág. 112 - "- Galanos, continuou ele em voz alta. Tinha agora visto a segunda barbatana por detrás da outra e já identificara os atacantes como tubarões de espécie diferente da do outro por causadasbarbatanas triangulares e pelos movimentos da cauda. Tinham farejado o peixe, estavam muito excitados e na estupidez da sua grande fome s´´o se preocupavam com o cheiro, não sabendo sequer ao certo onde se encontrava a presa que produzia tal odor. Mas estavam cada vez mais perto."
Pág. 113 - "O velho apanhou o saco e com ele firmou o leme."
(...)
E vieram. Mas não vieram como o outro viera. Um voltou-se e desapareceu por debaixo da canoa e o velho sentia o barco estremecer enquanto o tubarão puxava pelo peixe. O outro tubarão ficou observando o velho com uns olhos amarelos muito cruéis e depois atirou-se rapidamente, com a bocarra muito aberta, para trincar o peixe onde lhe faltava um pedaço."
Pág. 114 - "A canoa continuava estremecendo com a destruição que o outro tubarão estava fazendo no espadarte."
Pág. 115 - "- Vá-se embora, Galano. Vá para o fundo do mar. Vá ver o seu amigo, ou talvez se trate de sua mãe."
(...)
"Parou de falar e não quis tornar a olhar para o peixe. Coberto de sangue e sujo, o peixe parecia ter a cor de prata suja das costas de um espelho e as manchas ainda se distinguiam no meio da sujidade."
(...)
Pág. 116 - "Colocou o leme debaixo do braço e meteu ambas as mãos na água enquanto a canoa cortava as águas escuras do mar.
- Deus sabe toda a quantidade de carne que este último levou, disse ele. Mas agora a canoa está muito mais leve.
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