terça-feira, 3 de julho de 2012

UMA FAMÍLIA TRADICIONAL E UM CASARÃO


Em agosto, durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, a Bertrand Brasil, uma editora do grupo Record, estará lançando meu décimo nono livro, o romance O casarão da rua do Rosário.
O casarão da tradicional família Gouveia de Guimarães, aos poucos vai-se vendo cercado pelo mundo moderno, contra o qual resiste.

Em um parágrafo flagrado da orelha do livro, produzida pelo respeitado crítico José Castello, ele assim se expressa:
        
"O romance guarda o ritmo lento e asfixiante que costuma definir o passado. Em nosso século de velocidade e luz, o passado é só uma imagem esmaecida e frágil, que a ficção, com seu poder de recriação, desenterra. A história da matriarca Benvinda Gouveia de Guimarães, austera e poderosa, e do sobrinho rebelde, Palmiro, sintetiza, de modo compacto, os mesmos dilemas e impasses que caracterizaram o período da ditadura. O pai, desaparecido político, é só uma sombra que os envolve. Abrigada por Benvinda, a mãe, pálida e bela, dá aulas particulares para sobreviver. "
Aproveito esta postagem para desfazer um equívoco causado por mim, não sei onde nem quando, muito menos por quê: eu disse, em algum texto de divulgação, que O casarão da rua do Rosário é narrado em terceira pessoa, mas a narração é toda em primeira pessoa, (ou, para falar de maneira mais acadêmica, tem focalização interna). O narrador é Palmiro, o psiquiatra filho de um desaparecido político. Em cada uma das cinco partes, ele toma uma das personagens sobre a qual jogará mais luz. 
Acho que estava falando de um livro e pensando em outro, o que atualmente estou escrevendo. Me perdoem, que o perdão custa muito pouco.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário

http://twitter.com/Menalton_Braff
http://menalton.com.br
http://www.facebook.com/menalton.braff
http://www.facebook.com/menalton.braff.escritor
http://www.facebook.com/menalton.para.crianças