nome
estranho, esquisito
como
aspargo, expurgo ou sirgo.
De papel, do
mais bonito,
navega no
céu azul
no silêncio
do infinito
e só um
barbante a segura
às mãos de
um menino aflito.
Onde eu moro
se diz pipa
nome certo,
verdadeiro,
como apupa o
papa à popa.
De papel,
voa ligeiro
contra o
vento, pelo espaço.
Fica olhando
o mundo inteiro
e só um
barbante a segura
às mãos de
um menino arteiro.
Em São Paulo
ela é quadrado
nome comum,
mas gostoso,
como
entrudo, e entrada adrede.
De papel, do
mais vistoso,
balouça lá
nas alturas.
Seu olhar é
pressuroso
e só um
barbante a segura
às mãos de
um menino ansioso.
Alhures é
papagaio
nome de um
bicho, por certo,
como caio em
meio a maio.
De papel, de
longe ou perto,
viaja no
azul do céu
nadando em
seu rumo incerto
e só um
barbante a segura
às mãos de
um menino esperto.
Seu nome é
pandorga ou pipa,
é papagaio
ou quadrado.
De papel,
linha e varetas
quem solta
não fala errado
Outros nomes
poderão
brilhar no
céu estrelado.
Mas só um
barbante a segura
às mãos de
um menino alado.

Gostei muito. Poderia virar livro, devidamente ilustrado.
ResponderExcluirAbraços
Celi Luz
Cara Celi, obrigado pela sugestão. Vou tentar.
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