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| Carlos Bousoño |
Wayne Booth, na sua influente obra The rhetoric of fiction, distingue entre o autor real, isto é, o autor enquanto sujeito empírico e histórico, e o autor implícito, isto é, uma espécie de 'segundo eu' que o autor real cria enquanto escreve uma obra literária, que é imanente à totalidade de uma obra e cuja imagem o leitor reconstruirá como uma imagem ficcional. Esta distinção conceitual e terminológica de Wayne Booth, embora formulada em função da análise de textos narrativos, é passível de aplicação a todas as classes de textos literários, até porque Booth diferencia claramente o autor implícito do narrador, pois que o narrador 'is after all only one of the elements created by the implied author and who may be separated from him by large ironies', podendo acontecer que o narrador não seja digno de confiança ('unrealiable narrator') e contraste assim fortemente com o autor implícito ou que existam, no mesmo texto, múltiplos narradores, enquanto existirá sempre e apenas um autor implícito (mesmo que o autor real seja identificável com dois ou mais indivíduos). "
É evidente que as questões discutidas pelo Dr. Vítor Manuel sejam muitas vezes assunto mais atinente à teoria da literatura, todavia seu conhecimento é essencial à discussão de uma estética da literatura.
(CONTINUA)

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