POEMA
Não fales nunca do amor
As palavras são frias diante
do sentimento
Não faças poemas de amor
Todos os paradoxos já foram
cantados
Quem amou conheceu infernos
Repetidas rotas rupestres
ásperas
Não confesses ter
experimentado o amor
Jamais desejes o amor
Ele é falaz, vulpino animal
Coleios e venenos viperinos
Não vem se chamado
Se chega, régio presente
grego
Lento veneno, arcabouço
quimérico
Lianas de aço
Catálise.
Das contradições impossível
falar
Das sensações de poder e
falência
Grandeza e pequenez
Dos risos que afloram na alma
Do olor das angústias amargas
Tudo no coração semeia
Insensato joio no parco
trigo.
Não fales do amor
Em sarça ardente te
transforme
Goza o fel, o veneno, o mel
Sem questionamentos, análises
Tudo é danação e glória.
(*) Ely Vieitez
Lisboa. Do livro Replantio de Outono.

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