Mostrando postagens com marcador Calrice Lispector. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Calrice Lispector. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 20 de agosto de 2013

CARTA CAPITAL| FELICIDADE CLANDESTINA

Acesse a publicação original

A literatura é um grande diálogo em que se tem de enfrentar vozes. A Clarice Lispector tomava muito cuidado com as palavras porque sabia que engendram vidas
por Menalton Braff —  publicado 20/08/2013 13:08

A gente tenta resistir, se esforça, mas a literatura é um grande diálogo em que se tem de enfrentar vozes, muitas vozes, remotas ou recentes, um emaranhado de vozes onde tentamos distinguir alguns dos interlocutores. Os temas nos chegam da vida e dos livros. Capitulamos para acabar refazendo o que está feito. Não é a primeira vez que a realidade me traz de volta a ficção como se fora esta cópia daquela. A Clarice Lispector tomava muito cuidado com as palavras porque ela sabia que as palavras engendram vidas. Mas a Clarice era maga, ela fabricava coisas.


 Confesso que a princípio me assustei. Chegou aquele bando em revoada, invadindo tudo, tomando conta do espaço, expulsando-nos dali. Um dos meninos era da cor da terra, trajava uma camiseta parda e usava uma bermudinha sem cor. Me parece que era meio igual aos outros todos.