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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

MACUNAÍMA (10)

Pela importância para a compreensão do que se segue na narrativa, vou transcrever sem cortes o final do Capítulo IV.

Pág. 41 - "No outro dia os manos deram um campo até a beira do rio mas campearam, campearam em vão, nada de muiraquitã. Perguntaram pra todos os seres, aperemas saguis tatus-mulitas tejus muçuãs da terra e das árvores, tapiucabas chabós matinta-pereras pinica-paus e aracuãs do ar, pra ave japiim e seu compadre marimbondo, pra baratinha casadeira, pro pássaro que grita 'Taam!' e sua companheira que responde 'Taim!', pra lagartixa que anda de pique com o ratão, pros tambaquis tucunarés pirarucus curimatãs do rio, os pecaís tapicurus e iererês da praia, todos esses entes vivos mas ninguém não vira nada, ninguém não sabia de nada. E os manos bateriam pé na estrada outra vez, varando os domínios imperiais. O silêncio era feio e o desespero também. De vez em quando Macunaíma parava pensando na marvada... Que desejo batia nele! Parava tempo. Chorava muito tempo. As lágrimas escorregando pelas faces infantis do herói iam lhe batizar a peitaria cabeluda. Então ele suspirava sacudindo a cabecinha:
- Qual, manos! Amor primeiro não tem companheiro, não!...