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segunda-feira, 18 de março de 2019

CARTAS DO INTERIOR

Esta coluna reúne crônicas de Menalton Braff, em sua maioria inéditas. A de hoje porém, foi publicada originalmente na revista Carta Capital.

Na sala de aula

Fui abordado por uma ex-aluna de língua portuguesa que me contou uma história de que já não me lembrava

Nunca fiz segredo do fato de ter sido professor de língua portuguesa por alguns anos. A razão por que não utilizo minhas experiências de sala de aula como matéria de crônicas desconheço. Suponho, entretanto, que seja por causa de minha memória já um tanto enfraquecida. A idade nos traz algumas vantagens, é inegável, mas muitas desvantagens também.

Ontem, no jantar de uma amiga, fui abordado por uma ex-aluna, perguntando se me lembrava dela. Por volta de uns vinte anos já se tinham passado, mas ao dizer que não, não me lembrava, não me senti culpado, isto é, não me acusei de senil. Dos quinze aos trinta e cinco uma pessoa geralmente sofre imensas transformações. Eu, depois fiquei sabendo, estava diante de uma urbanista cursando doutorado em algum ramo de sua profissão.

Comentamos episódios dos tempos em que convivemos como professor e aluna. De alguns ainda tinha alguma lembrança, mas outros já se tinham apagado inteiramente de minha memória. Rimos um

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

CARTA CAPITAL| NA SALA DE AULA

Na sala de aula

Fui abordado por uma ex-aluna de língua portuguesa que me contou uma história de que já não me lembrava

Nunca fiz segredo do fato de ter sido professor de língua portuguesa por alguns anos. A razão por que não utilizo minhas experiências de sala de aula como matéria de crônicas desconheço. Suponho, entretanto, que seja por causa de minha memória já um tanto enfraquecida. A idade nos traz algumas vantagens, é inegável, mas muitas desvantagens também.

Ontem, no jantar de uma amiga, fui abordado por uma ex-aluna, perguntando se me lembrava dela. Por volta de uns vinte anos já se tinham passado, mas ao dizer que não, não me lembrava, não me senti culpado, isto é, não me acusei de senil. Dos quinze aos trinta e cinco uma pessoa geralmente sofre imensas transformações. Eu, depois fiquei sabendo, estava diante de uma urbanista cursando doutorado em algum ramo de sua profissão.