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sábado, 10 de agosto de 2019

"AMOR PASSAGEIRO", E SEU CONTO 'O AEROPORTO', NO CANAL "ACONTECE NOS LIVROS"

O escritor Whisner Fraga publicou, em seu canal "Acontece nos livros", no YouTube, um comentário em vídeo ao livro AMOR PASSAGEIRO, de Menalton Braff, lançado pela Editora Reformatório.

Em seguida, fez a leitura do conto "O aeroporto". Assista a seguir:

            

domingo, 10 de julho de 2016

CONTO DO MENALTON NO ESCRITABLOG


 Menalton Braff*

Quando acordou e viu que todos os passageiros desciam levando suas bagagens de mão, Airton pegou sua mochila e também desceu. Na escada já sentia no rosto o vento frio, cujas rajadas mexiam com seus cabelos. Olhou o prédio largo e alto do aeroporto, examinou com atenção uma imensa placa metálica e concluiu que se tratava provavelmente do nome, ou do próprio aeroporto ou da cidade aonde chegaram. Os sinais gráficos quase gigantescos da placa, entretanto, não lhe diziam nada. Mas não parou, seguindo o caminho trilhado pelos outros passageiros.

A maioria encaminhou-se para a sala das esteiras, onde as malas seriam distribuídas. Na porta de correr, Airton parou indeciso. Não se lembrava de haver trazido bagagem além de sua mochila. Por isso continuou até o imenso saguão, esperando encontrar algo ou alguém que lhe desse alguma pista do lugar em que se encontrava. Guichês de chek in, bares, uma livraria. E muita gente com cara de seres comuns, caminhando apressadamente na ida como na volta, a cabeça erguida e a mão amassando a orelha com um celular. Todos eles falando ao mesmo tempo sem se importarem de incomodar ou de serem incomodados. As palavras, se é que eram palavras, eram tão estranhas quanto os sinais gráficos percebidos na chegada.

Ninguém ria.

Airton descobriu uma cadeira vaga ao lado de uma mesinha à espera de cliente. Ah, sim, sua mochila não era muito leve, e as pernas latejavam destreinadas em andar a volta, sem rumo, como numa dança cujo destino é o mesmo objetivo: dançar. Apressou-se a tirar uma ficha, como via outros passageiros fazerem. Percebeu claramente que o caixa se dirigia a ele, por causa de um olhar dirigido a sua testa, e não entendeu o que lhe dizia, mas supôs. Apontou para o balcão de vidro e disse em sua língua que queria um daqueles ali. Com o dedo indicou a quantidade e o caixa, surpreso, olhou para cima. Novamente teve de supor, sem entender o preço. Abriu a carteira e mostrou ao homem com cara de pessoa

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

UM CONTO PARA SEU FIM DE SEMANA

Mais um conto inédito:



O Aeroporto
 

Quando acordou e viu que todos os passageiros desciam levando suas bagagens de mão, Airton pegou sua mochila e também desceu. Na escada já sentia no rosto o vento frio, cujas rajadas mexiam com seus cabelos. Olhou o prédio largo e alto do aeroporto, examinou com atenção uma imensa placa metálica e concluiu que se tratava provavelmente do nome, ou do próprio aeroporto ou da cidade aonde chegaram. Os sinais gráficos quase gigantescos da placa, entretanto, não lhe diziam nada. Mas não parou, seguindo o caminho trilhado pelos outros passageiros.