Esta coluna reúne crônicas de Menalton Braff - algumas inéditas, outras publicadas em seu site ou em revistas.
Quando o bom é ruim, ou: da relatividade das coisas
Hoje perdemos uma crônica
Há muito li uma crônica e, como gostei muito dela, fico achando que era do Rubem Braga. Alguém se queixava ao cronista de que jornal só publica desgraça. Terremotos, descarrilamentos, enchentes, violência urbana, corrupção na política, o sorriso do Trump na televisão, aquele sorriso meio cafajeste, coisas desse tipo.
E o indigitado reclamante conclui perguntando por que ninguém publica uma notícia assim: Ademar da Silva (37) levantou-se ontem mais cedo, pois precisava trocar uma lâmpada antes de ir para o trabalho. Deolinda (35), sua mulher, segurava com as duas mãos a cadeira sobre a mesa, onde, encarapitado, Ademar trabalhava.
Blog de Literatura do escritor Menalton Braff, autor de 26 livros e vencedor do Prêmio Jabuti 2000.
Páginas
- ALÉM DO RIO DOS SINOS
- AMOR PASSAGEIRO
- Noite Adentro
- O Peso da Gravata
- Castelo de Areia
- Pouso do Sossego
- Bolero de Ravel
- Gambito
- O fantasma da segundona
- O casarão da Rua do Rosário
- Tapete de Silêncio
- À sombra do cipreste
- Antes da meia-noite
- Castelos de papel
- A coleira no pescoço
- Mirinda
- A Muralha de Adriano
- Janela aberta
- A esperança por um fio
- Na teia do sol
- Que enchente me carrega?
- Moça com chapéu de palha
- Como peixe no aquário
- Copo vazio
- No fundo do quintal
- Na força de mulher
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segunda-feira, 10 de junho de 2019
CARTAS DO INTERIOR
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
CARTA CAPITAL| QUANDO O BOM É RUIM, OU: DA RELATIVIDADE DAS COISAS
Quando o bom é ruim, ou: da relatividade das coisas
Hoje perdemos uma crônica
Há muito li uma crônica e, como gostei muito dela, fico achando que era do Rubem Braga. Alguém se queixava ao cronista de que jornal só publica desgraça. Terremotos, descarrilamentos, enchentes, violência urbana, corrupção na política, o sorriso do Trump na televisão, aquele sorriso meio cafajeste, coisas desse tipo.
E o indigitado reclamante conclui perguntando por que ninguém publica uma notícia assim: Ademar da Silva (37) levantou-se ontem mais cedo, pois precisava trocar uma lâmpada antes de ir para o trabalho. Deolinda (35), sua mulher, segurava com as duas mãos a cadeira sobre a mesa, onde, encarapitado, Ademar trabalhava.
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