Mostrando postagens com marcador prefácio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador prefácio. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 3 de novembro de 2015

SOBRE O LIVRO "ETERNIDADES NA PALMA DA MÃO"

E por falar em eternidade


Tenho aqui, à minha frente, as laudas do livro Eternidades na palma da mão, da Mara Senna, quem me concedeu o privilégio desta leitura prévia. Este é seu terceiro livro de poemas. Luas novas e antigas, o primeiro, já vem com o carimbo de alta qualidade poética, sem os canhestros titubeios de uma estreia. Mas aquilo que eram qualidades humanas e literárias, no livro anterior, veio ainda com mais força em seu segundo livro, Ensaios da tarde, quando a poeta já se firmava como uma das mais brilhantes estrelas do cenário literário ribeirão-pretano.

Há neste novo livro, em que a eternidade cabe na palma da mão, um afinamento instrumental que só confirma a Mara como uma das mais felizes expressões poéticas das novas gerações literárias brasileiras. A delicadeza das ideias aliada ao modo delicado de dizer, eis o feliz encontro entre os planos do conteúdo e da forma, que é a condição para que se atinja a essência da poesia, como é o caso da Mara.

A dor ou as dores da existência, o sentido de incompletude da vida, o anseio por chegar  além do ramerrão do dia a dia, resulta um certo tom melancólico que perpassa por boa parte de seus poemas.
  Porém, para as coisas não vividas,/ mas tão ardentemente desejadas,/ só consegui inventar desculpas/ esfarrapadas,/ e estendo a elas/ essas mãos vazias de eternidade.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

LIVRO RECEBIDO NA SEMANA

Prefácio
Estes trinta contos que a Vanessa Maranha reuniu sob o título de Oitocentos e sete dias, foram escritos com a já conhecida competência da autora para nos surpreender. O livro, dividido em duas partes, mantém o leitor numa incrível viagem pela vida de suas personagens, uma viagem que não é possível interromper. Vai faltar o ar, muitas vezes, com a queda livre vertiginosa. Assim são seus contos: saltos no vazio, de onde a autora tenta resgatar o que nos resta de humanidade.

Nos dez contos da primeira parte, a autora explora aspectos grotescos do convívio humano, tendo como conto emblemático este formidável Castiços, em que uma família de brutos vê-se ligada aos senhores da terra. O final, nos moldes do realismo mágico ontológico, é inteiramente inesperado.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

JÁ FOI LANÇADO EM CAMPO GRANDE O LIVRO ALBUNS DA LUSITÂNIA, DE RAQUEL NAVEIRA

Álbuns da Lusitânia -  Editora Alvorada
"Um relato sobre imigrações das colônias portuguesas
em Mato Grosso do Sul"                                                                  

Prefàcio: Menalton Braff

Às margens do Mondego
 


Pois foi de lá, dos “saudosos campos do Mondego”, que um ancestral da família Figueira resolveu atender mais uma vez à vocação lusitana e atirou-se para o outro lado do oceano, tendo deixado a esposa grávida, para cumprir a sina de conquistar as terras.
E assim começa Raquel Naveira seu relato:
“Antigos álbuns de fotografia dormem sobre as prateleiras. Sou a curadora desses álbuns, a guardiã da família, a única para quem essas imagens significam um tesouro de recordações, vestígios do passado, respingos de sangue na árvore genealógica, respostas para enigmas, sinais na pele, lágrimas de saudade.”