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sexta-feira, 25 de maio de 2012

O VELHO E O MAR (16)

AS FORÇAS VÃO-SE ACABANDO

Pág. 99 - "O velho pescador observou atentamente aquela visão que se apresentava. Em seguida enrolou um pedaço de linha do arpão no poste da proa e tapou o rosto com as mãos.
- Que a minha cabeça se conserve lúcida, murmurou encostando-se à madeira da proa. Eu sou um velho muito cansado. Mas matei este peixe que era meu irmão e agora tenho de fazer o trabalho dos escravos."
P)ág. 100 - "'Agora preciso preparar os laços e a corda para prendê-lo ao barco', pensou."

sexta-feira, 18 de maio de 2012

O VELHO E O MAR (10)

Pág. 66 - "A linha começou a erguer-se lenta e cautelosamente e pouco depois a superfície do oceano agitou-se à proa do barco e o peixe apareceu. Apareceu à tona d'água e parecia nunca acabar. A água deslizava-lhe mansamente pelo enorme dorso. Brilhou à luz do sol.  A cabeça e dorso eram purpúreos, e as barbatanas abriram-se imensas, cor de violeta pálida."
Pág. 67 - "- Tem pelo menos mais setenta centímetros do que o comprimento da canoa, murmurou o velho."
"'É um peixe enorme e tenho de dominá-lo. Não posso deixar que ele compreenda a força que possui, nem o que poderia fazer se aumentasse a velocidade."
(...)
"O velho já tinha visto muitos peixes grandes. Tinha visto muitos que pesavam mais de trezentos quilos e já pescara dois desses, mas nunca sozinho. Agora, só e tão longe da terra, ia defrontar-se com o maior peixe que fora dado ver em toda a vida e a sua mão esquerda ainda se mantinha cerrada e dura como a garra fechada de uma águia."