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Que enchente
me carrega?
Em obra amplamente elogiada pela crítica, o premiado
escritor Menalton Braff retrata as consequências da avalanche capitalista por
meio de personagem resistente à realidade que o cerca.
O gaúcho Menalton Braff, ganhador do prêmio Jabuti e autor
de mais de 20 obras, acaba de lançar em eBook o livro Que enchente me carrega?,
pela Primavera Editorial.
Que enchente me carrega? traz a história do pequeno-artesão
Firmino, um sapateiro que se diz artista e se perde por não aceitar que o mundo
lhe rotule, lhe defina.
Das coisas que mais detesto é que alguém me defina. Quanta
gente se perde na vida por culpa de uma definição! Chega um sujeito qualquer,
sem responsabilidade nenhuma, e inventa os limites, descreve o universo numa
frase, bota uma camisa de força num cavalo selvagem. Pronto, fode tudo! Dali
pra frente a personagem assume seu pálido papel e quebra a cara na tentativa de
um bom desempenho. (p. 10).
Por não aceitar o rótulo de conservador e de ser alguém que
precisa se render à realidade que o cerca,
Firmino precisa encarar de frente as
consequências de suas atitudes: perde tudo aquilo que dá tanto valor: sua
mulher e sua razão. Essa transformação vivida pelo protagonista é mostrada na
própria escrita de Menalton. Para demonstrar que o personagem perdeu a razão,
as últimas sete páginas do livro aparecem sem pontuação.
A obra, publicada pela primeira vez em 2000, esgotou na
época da publicação e foi muito elogiada pela crítica.
“Que Enchente me Carrega? não é uma defesa do artesão, é um
inventário de suas qualidades, de seus defeitos e de sua decadência” (O Estado
de S. Paulo).
“No livro, Firmino discute o que vem a ser arte. Para ele, o
sapato produzido por suas mãos é um objeto de arte”. (Folha de S.Paulo)
Ficha técnica:
Número de páginas: 126
Preço: R$ 7,90
Sobre o autor: Com vinte e dois livros publicados e um
prêmio Jabuti na bagagem, Menalton dedica todo seu tempo a atividades
literárias. Já foi um dos finalistas da Jornada de Passo Fundo, em 2003, e
finalista do Jabuti em 2007, com o volume de contos A coleira no pescoço, e em
2008 com o romance A muralha de Adriano. Recebeu Menção Honrosa no 50o Prêmio
Casa de las Américas (Havana), edição de 2009, pelo romance A muralha de
Adriano. Romance com que ainda foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura
e do Prêmio Jabuti, de que também foi finalista seu romance Bolero de Ravel. Em
2013 lançou o romance O casarão da rua do Rosário pela Bertrand Brasil. Em
2014, a Editora FTD lançou seu romance juvenil O fantasma da segundona e no
primeiro semestre de 2015 a Global Editora lançou Pouso do sossego, segundo
romance da trilogia iniciada com Tapete de silêncio. Neste mesmo ano a Editora
Moderna editou sua novela juvenil Castelo de areia. Atualmente já publicou dois
eBooks pela Primavera Editorial: Na teia do Sol e Castelos de Papel.
Fonte: Lillian@comunicação
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