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terça-feira, 26 de novembro de 2013

UMA SURPRESA

Sobre CAMILO CASTELO BRANCO, li muito mais sobre ele do que sua obra.

Foi assim, quando adolescente me recomendaram Amor de perdição. Paixão imediata e irrestrita. Simão e Teresa passaram a ser pessoas da minha família. Quando me tornei professor e entrava pelo Romantismo português, sem titubear: Amor de perdição.

Anos mais tarde, comecei a desconfiar: alguma coisa não estava certa. E percebi que um autor com mais de 260  livros não poderia ser conhecido apenas por um: Amor de perdição.

Fui atrás e consegui o Brasileira de Prazins. Confesso que não me empolgou tanto quanto seu antecessor. Muita personagem, muitos lugares, uma intriga política difícil de se entender com uma leitura apenas. Respeito o livro e reconheço sua importância, mas não conseguiu me empolgar.

Até que comecei a ler Amor de salvação, que terminei há dez minutos. Então, sim, só então consegui avaliar um pouco melhor o Camilo, de cujo estilo tanto falavam.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

LEITURAS NECESSÁRIAS

Há livros cuja leitura passamos décadas nos prometendo e, atropelados pelo tempo e suas exigências, vamos protelando até que chega uma hora que não dá mais.

É o que me vinha acontecendo com o Eusébio Macário. Camilo Castelo Branco, mais conhecido por seu ultra-romantismo, e Amor de perdição é seu ícone, por derrisão fez suas incursões pelo Naturalismo, de que o romance acima é um exemplo.

Ficava um pouco encabulado ao falar sobre essa aventura naturalista do autor aos alunos, mas ninguém percebia o funcionamento da minha consciência, ao me lembrar de que estava falando de um livro que desconhecia. Repetia apenas o que os manuais e livros didáticos afirmavam, sem ter comprovado na fonte.

Pois bem, livre de alguns compromissos de leitura, de alguns, não de todos, resolvi que, finalmente, tinha chegado a hora do boticário Eusébio. Minha sorte: os manuais e livros ditdáticos estavam certos. E isso se descobre já na primeira página, da qual extraio o texto exemplar abaixo.