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quinta-feira, 16 de julho de 2020

ENTREVISTAS QUE VOCÊ NÃO VIU

Menalton entrevistado por Jô Soares ao ganhar o Prêmio Jabuti 2.000.



                                       

                                       



domingo, 10 de dezembro de 2017

ENTREVISTA

No domingo passado, iniciamos a postagem de uma entrevista com Menalton Braff. Ele respondeu 36 perguntas, que dividimos em três etapas. Hoje publicamos aqui a segunda parte.

Para quem não conhece, Menalton Braff é escritor, com 24 livros publicados e vencedor de vários prêmios, entre os quais o Jabuti  Livro do ano, em 2.000.  É romancista, contista e escreve também livros infantis e juvenis.

Para quem você escreve? Para você mesmo, para Roseli (esposa), para seus colegas escritores ou para o público?
Meu primeiro leitor sou eu mesmo, um cara enjoado que joga muito texto no lixo por não ter sido do seu agrado. O prazer da criação é ainda maior do que o prazer do consumo. Aliás, não costumo voltar muito aos textos já publicados. O maior prazer é o parto, é ver surgir algo que não existia, umas coisas que inventei: uma personagem interessante, uma combinação inusitada de palavras, um achado qualquer de alguma originalidade. A Roseli é minha segunda leitora. Muitas vezes ela torce o nariz para alguma coisa que eu tenha produzido e já sei que tenho de continuar trabalhando. O público, os outros leitores estão fora do meu controle. Não sei quem vai ler. Tenho poucos leitores (pelo menos sou fraco de vendas), o que me indica que minha leitura não agrada muita gente. Não posso fazer nada quanto ao público – Escrevo como sei escrever e ponto final.  

Quando está escrevendo, você pensa no impacto que causará nos leitores?
Não, não penso. Nem sei se causo algum impacto. Eu procuro fazer arte e para isso escrevo com minha cosmovisão sobre assuntos que me espantam ou me encantam, mas isso é uma necessidade