NOVES FORA, ZERO
Do que resta, do que sobra
da vítima que resiste
aos venenos dessas cobras
- não há provação mais triste -,
do que sobra, do que resta,
enfim: nada além de um traste,
depois de punhais em festa,
Alguém que jamais se baste,
que busque morrer de todo.
antes do próximo embate.
Um mero refém do engodo
de peçonhas e alicates,
de espadas que sempre estão
prontas para um novo assalto,
de facas para a função
de talhar em tom mais alto.
Blog de Literatura do escritor Menalton Braff, autor de 26 livros e vencedor do Prêmio Jabuti 2000.
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- Janela aberta
- A esperança por um fio
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- Moça com chapéu de palha
- Como peixe no aquário
- Copo vazio
- No fundo do quintal
- Na força de mulher
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quarta-feira, 1 de junho de 2016
sexta-feira, 9 de maio de 2014
CANTIGAS DE AMIGOS
NOVES FORA, ZERO
Do que resta, do que sobra
da vítima que resiste
aos venenos dessas cobras
- não há provação mais triste -,
do que sobra, do que resta,
enfim: nada além de um traste,
depois de punhais em festa,
Alguém que jamais se baste,
que busque morrer de todo.
antes do próximo embate.
Um mero refém do engodo
de peçonhas e alicates,
Do que resta, do que sobra
da vítima que resiste
aos venenos dessas cobras
- não há provação mais triste -,
do que sobra, do que resta,
enfim: nada além de um traste,
depois de punhais em festa,
Alguém que jamais se baste,
que busque morrer de todo.
antes do próximo embate.
Um mero refém do engodo
de peçonhas e alicates,
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