Anoitecendo
Mais de duas horas aqui sentados neste barranco de rio sem
qualquer sinal de vida, qualquer mensagem, as boias ali à toa na superfície da
água, nos encaramos desistentes. As promessas não se cumpriam, apesar de nossa
paciente insistência. O sol, estilhaçado e frio, cai sobre o remanso de onde
esperávamos alguma notícia. É um momento meio triste, pois o dia definha
irreversível e com alguma lentidão: morrente.
Sabe o quê, a gente, pra não perder a viagem, ainda pode
nadar um pouco. E as roupas começam a voar para cima dos arbustos. Mas eu não
sei nadar muito bem, alega meu amigo para justificar sua relutância

