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domingo, 9 de setembro de 2012

MAIS UM CONTO INÉDITO

Anoitecendo
Mais de duas horas aqui sentados neste barranco de rio sem qualquer sinal de vida, qualquer mensagem, as boias ali à toa na superfície da água, nos encaramos desistentes. As promessas não se cumpriam, apesar de nossa paciente insistência. O sol, estilhaçado e frio, cai sobre o remanso de onde esperávamos alguma notícia. É um momento meio triste, pois o dia definha irreversível e com alguma lentidão: morrente.

Sabe o quê, a gente, pra não perder a viagem, ainda pode nadar um pouco. E as roupas começam a voar para cima dos arbustos. Mas eu não sei nadar muito bem, alega meu amigo para justificar sua relutância

sábado, 24 de março de 2012

MIRINDA QUER SABER TUDO

A ÁGUA PODE FLUTUAR?

Pág. 13 - "(...) Quando pouco passava de uma pupa branquela, ela viu a chuva e quis saber como se consegue manter tanta água lá no alto e por que aquele rio se transformava em gotas. Consultou algumas das colegas consideradas muito espertas e de nada adiantou. Elas também não sabiam. Depois de consultar os mais sábios dos mais velhos, com o mesmo resultado, Mirinda foi até a Rainha, pois não se conformava com a falta de conhecimento. Sua Alteza, a Rainha, parecia muito ocupada, mesmo assim se aproximou.
- A senhora, dona Rainha, é minha última esperança.
- Diga, minha filha.
- A senhora pode me dizer como é que um rio fica voando no alto e depois se transforma em gotas e cai na terra?
A Rainha fez primeiro cara de quem está refletindo, em seguida, enrugou a resta e arregalou uns olhos de zanga.